Madeira: PS quer plano de contingência com Porto Santo para fazer face a congestionamentos no aeroporto

De acordo com o líder socialista, o plano de contingência integrado deve também ter em conta a ligação marítima que assegure a transferência de passageiros entre as duas ilhas nos dias de condicionamento do aeroporto da Madeira.

O presidente do Partido Socialista Madeira, Sérgio Gonçalves, afirmou, na passada sexta-feira, a necessidade de o Governo Regional implementar um plano de contingência integrado que tenha o Porto Santo como solução alternativa para fazer face aos condicionamentos no aeroporto da Madeira devido a condições climatéricas adversas.

Sérgio Gonçalves considerou que o Porto Santo tem um papel fundamental e é a única alternativa para aterrar na Região Autónoma quando o aeroporto da Madeira está condicionado.

“Nesta altura, o Governo Regional já deveria ter implementado um plano de contingência integrado que colocasse o Porto Santo no centro da decisão”, afirmou, lembrando que o terminal daquela infraestrutura aeroportuária será alvo de uma intervenção por parte da ANA.

De acordo com o líder socialista, o plano de contingência integrado deve também ter em conta a ligação marítima que assegure a transferência de passageiros entre as duas ilhas nos dias de condicionamento do aeroporto da Madeira.

A um outro nível, Sérgio Gonçalves aproveitou para lamentar o facto de, nestes dois últimos anos, marcados pela pandemia, o Governo Regional não ter apostado na requalificação do produto e na formação profissional dos trabalhadores da hotelaria e da restauração.

Numa altura em que estamos perante o aumento dos fluxos turísticos para a Região – neste caso também para o Porto Santo, que tem feito crescer o sector do Turismo a partir deste segundo trimestre do ano, Sérgio Gonçalves dá conta de problemas, como a falta de requalificação do destino e a falta de mão de obra.

“Assistimos a imensos pontos turísticos que estão degradados ou que não estão preparados para receber os turistas, como sejam os casos dos acessos à praia, da falta de balneários ou da falta de casas de banho para os banhistas”, disse o responsável, dando conta das dificuldades da hotelaria e da restauração em contratar profissionais.

“Nós alertámos para as questões da formação profissional e de adequar as necessidades do mercado e trabalho à formação que era oferecida”, recordou, acrescentando que isso não foi feito nestes dois anos e que, entretanto, muitas pessoas foram obrigadas a sair da Região por falta de emprego e de oportunidades.

“Ainda ontem, aqui no Porto Santo, soubemos de unidades hoteleiras que têm restaurantes fechados, impossibilitados de servir jantares aos clientes porque não têm pessoal, algo que acontece também na Madeira”, deu conta Sérgio Gonçalves.

O presidente dos socialistas madeirenses referiu que, no caso do Porto Santo, dada a sazonalidade do destino, esta é uma questão ainda mais importante, sendo que poderiam ter sido desenvolvidos programas específicos de formação durante o inverno, de modo a que pudesse haver capacidade de resposta na época alta.

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