Madeira: “Se não fossem os monopólios, teríamos o Ferry todo o ano”, diz JPP

Élvio Sousa refere que o Ferry é um transporte viável para introduzir concorrência no preço dos fretes do transporte contentorizado, sublinhando que o Armas já deteve 10% do transporte de mercadorias da Região.

Paulo Melich

O líder parlamentar do Juntos pelo Povo (JPP), Élvio Sousa, afirma que Miguel Albuquerque, apesar de vir a público garantir que não está preso a lóbis e que iria enfrentar “tudo e todos, custe o custar” está refém de alguns monopólios.

“No que diz respeito à necessária e vital ligação Ferry todo o ano, de passageiros e mercadorias, Miguel Albuquerque não cumpriu a palavra dada aos cidadãos da Madeira e do Porto Santo, e é por demais evidente que se os monopólios não mandassem no governo PSD/CDS, teríamos o Ferry todo o ano”, frisa.

Élvio Sousa destaca que o Presidente do Governo Regional da Madeira afirmou em 2015 que era necessário baixar o preço do transporte de mercadorias e ter uma ligação Ferry à Madeira, assegurando que estes objetivos seriam concretizados.

“Palavras ocas, rapidamente esquecidas pelo Presidente do Governo, que não tem mexido uma palha para procurar alternativas viáveis junto da diplomacia comercial, nomeadamente, dos operadores europeus que aguardam um contacto oficial do Governo Regional da Madeira”, sublinha.

“Ao contrário da tese alimentada e repetida pelo PSD/CDS e por alguns supostos benfeitores ao serviço dos monopólios que impedem a diversificação da economia da Região, a ligação Ferry não precisa de ser subsidiada. Basta, para o efeito, que o Governo PSD/CDS não arranje desculpas e barreiras e faça concursos abertos e não viciados”, destaca, acrescentando que é fundamental que o Governo concretize a isenção total de taxas, que crie uma rampa exclusiva dedicada com terrapleno de apoio e que deixe de mandar para a República o cumprimento das suas próprias promessas aos cidadãos.

Élvio Sousa refere que o Ferry é um transporte viável para introduzir concorrência no preço dos fretes do transporte contentorizado, sublinhando que o Armas já deteve 10% do transporte de mercadorias da Região.

“É evidente, que quando a Autoridade da Concorrência, numa decisão de 2015, afirmou que existe verticalização do transporte de mercadorias na Região Autónoma da Madeira (integração vertical), o Ferry de transporte de passageiros e mercadorias parece constituir um alvo a abater pelos grupos monopolistas”, vinca, frisando que Miguel Albuquerque nada fez para colocar o interesse público da Região acima dos interesses privados.

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