MAI pede abertura de inquérito à morte de agente Fábio Guerra (com áudio)

A ministra da Administração Interna determinou a abertura de um inquérito para apurar os factos relativos à morte do agente Fábio Guerra e a criação de um Programa Especial de Policiamento de Proximidade visando as zonas de diversão noturna.

António Cotrim/Lusa

A ministra da Administração Interna determinou a abertura de um inquérito para apurar os factos relativos à morte do agente Fábio Guerra e a criação de um Programa Especial de Policiamento de Proximidade visando as zonas de diversão noturna.

O ministério de Francisca Van Dunem refere hoje em comunicado que pediu, na segunda-feira, à Direção Nacional da PSP a abertura de um inquérito para “apurar os factos relativos ao falecimento do agente Fábio Guerra, com vista à decisão sobre a atribuição de compensação especial por morte aos herdeiros”.

Francisca Van Dunem determinou igualmente a criação de um Programa Especial de Policiamento de Proximidade – denominado Programa Fábio Guerra –, que visa a promoção da segurança e paz e prevenção da criminalidade nas zonas de diversão noturna.

A ministra pede ainda a condecoração, a título póstumo, do agente Fábio Guerra com a Medalha de Serviços Distintos de Segurança Pública.

No despacho, Francisca Van Dunem salienta “que o agente Fábio Guerra acabou por falecer na sequência de um ato de generosidade, ao tentar restaurar a paz pública e revelando um superior sentido de missão, merecendo por esse motivo o devido reconhecimento público espelhado, nomeadamente, nestas três ações”.

O agente Fábio Guerra, de 26 anos, morreu na segunda-feira, no Hospital de São José, em Lisboa, devido às “graves lesões cerebrais” sofridas na sequência das agressões de que foi alvo.

A Polícia Judiciária (PJ) deteve na noite de segunda-feira três homens, de 24, 22 e 21 anos, suspeitos do homicídio do agente da PSP e agressões a outros quatro, na madrugada de sábado junto à discoteca MOME, em Lisboa.

Um dos suspeitos no envolvimento nas agressões, civil, foi terça-feira libertado após ser interrogado pelo Ministério Público, devendo os restantes dois detidos, fuzileiros da Armada, ser interrogados hoje por um juiz de instrução criminal.

Os dois fuzileiros são suspeitos do homicídio do agente e de agressões a outros quatro polícias, na madrugada de sábado, encontrando-se detidos na prisão militar de Tomar.

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