Maioria dos serviços partilhados está inserida em centros

O CEO da Nintex, Eric Johnson, enumera cinco benefícios que uma organização tem ao priorizar um centro de excelência de processos. Uma delas é a melhoria do mapeamento de projetos.

A melhoria de processos continua a ser o maior objetivo das empresas quando recorrem a serviços partilhados, de acordo com o relatório “SSON’s State of the Shared Services & Outsourcing Industry 2022” da consultora de estudos de mercado SSON Analytics.

O estudo concluiu também que quase 70% dos serviços partilhados operam inseridos num centro de excelência ou estão a planear fazê-lo, sendo que a maioria está focada em recursos de automação e dados (ler página 7), mais precisamente: procure-to-pay (52%), record-to-report (46%) e automação end-to-end (44%).

Contudo, segundo o inquérito aos profissionais de serviços partilhados (SSO – Shared Services Organizations), a procura contínua pela otimização de processos não envolve apenas a introdução de tecnologia ou de sistemas de automação, mas também a aplicação e uma abordagem nova para a força de trabalho da empresa. Neste caso, aquela que foi mais mencionada foi a análise de dados.

“De maneira geral, cerca de metade dos SSO entrevistados dão poder aos GPO [Global Process Owners] para os principais processos financeiros: procure-to-pay, order-to-cash e record-to-report. Os objetivos mais comuns para o fazerem, de acordo com o inquérito, são o custo e eficiência, naturalmente, mas também mais especificamente a melhoraria do fluxo de caixa/cobrança e redução de fraudes”, adianta o estudo.

O CEO da Nintex – uma empresa norte-americana que criou uma plataforma digital de inteligência e automação de processos – enumera cinco benefícios que tem uma organização que prioriza um centro de excelência de processos: criação de uma ampla consciência e compreensão do que pode ser alcançado com a implementação de um centro de excelência de processos; aceleração da velocidade com que novos projetos podem ser avaliados, mapeados e executados; redução da quantidade de trabalho repetido e despesas que inevitavelmente surgem quando os processos incorretos são remendados; otimização de oportunidades de gestão de mudanças (porque as frameworks comuns são compreendidas por toda a organização) e orquestração e aceleração da maturidade digital dos negócios com vista à inovação e à mudança no longo prazo (equipas com capacitação para acompanhar as exigências dos clientes em constante evolução).

“O valor estratégico dos centros de excelência de processos disparou no ano passado, à medida que as organizações evoluíram mais rapidamente do que nunca. Com a disponibilidade de recursos de alto valor, as empresas podem criar produtos e serviços mais rapidamente, gerar melhores experiências para os clientes, erradicar custos redundantes e acompanhar os mercados que servem”, conclui Eric Johnson.

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