Mais de 40% dos portugueses não compram casa porque o mercado não oferece o que procuram

Estudo do “I Observatório do Mercado de Habitação em Portugal”, realizado pela Century 21 conclui ainda que 31,6% dos cidadãos nacionais não comprou casa devido a questões de preço.

São 41,6% os portugueses que optaram por não comprar casa pelo facto do mercado habitacional não lhes oferecer aquilo que procuravam, enquanto, 31,6% referem que decidiram não comprar por questões relacionadas com o preço. Estas são as principais conclusões retiradas do “I Observatório do Mercado de Habitação em Portugal”, estudo levado a cabo pela Century 21.

Este estudo procurou identificar os aspetos que estariam dispostos a renunciar, para concretizar a compra ou arrendamento da habitação, e o factor de que mais portugueses prescindiram para comprar, ou arrendar uma habitação é a piscina, com 38,4%.

Com 26,9% surge a dimensão da casa com os portugueses a admitirem a aquisição de uma habitação com uma área menor à inicialmente pretendida. Em sentido inverso, os factores que são mais difíceis de abdicar para os consumidores são o número de casas de banho, de quartos e a arrumação, com 10,7% a afirmar que não renunciaria a nada.

A habitação mais procurada é um apartamento num prédio (61,2%), em segunda mão e sem necessitar de remodelações (60,2%), com três quartos (40,9%) e duas casas de banho (49,5%), com arrecadação (74,1%) e garagem (73,1%), com uma área entre 91 e 120 m2, (24,1%) localizada em zonas periféricas do centro (43%) ou mesmo nas áreas centrais da cidade (42,2%).

Quanto ao preço médio que os portugueses estão dispostos a pagar é inferior a 138.623 mil euros, financiados por um crédito à habitação que não supere os 500 euros mensais.

Ricardo Sousa, CEO da Century 21 Portugal, refere “que a maioria dos portugueses está disposta a procurar áreas mais reduzidas, mas que dificilmente abdica de quartos, casas de banho e arrumos. Esta constatação incentiva a equacionar novos conceitos de construção, em open space por exemplo, que permitam estruturar o número de quartos, de acordo com as necessidades das famílias, possibilitando assim maior flexibilidade a quem compra para adaptar a área do imóvel ao número de divisões que necessita”.

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