Mais de 80% das empresas de restauração sentem dificuldades na contratação

“Dados do mais recente inquérito realizado pela AHRESP indicam que 84% das empresas de restauração e similares e 57% das empresas de alojamento turístico sentiram dificuldades na contratação de novos colaboradores este ano”, informou a associação, no seu boletim diário.

Feitoria, Lisboa (João Rodrigues)

Mais de 80% das empresas de restauração e quase 60% das de turismo sentiram dificuldades na contratação de novos colaboradores este ano, segundo um inquérito da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), divulgado esta quarta-feira.

“Dados do mais recente inquérito realizado pela AHRESP indicam que 84% das empresas de restauração e similares e 57% das empresas de alojamento turístico sentiram dificuldades na contratação de novos colaboradores este ano”, informou a associação, no seu boletim diário.

Segundo a AHRESP, a dificuldade no recrutamento de profissionais para os setores da restauração e turismo “mantém-se como um dos obstáculos que pode pôr em risco a recuperação do turismo e da economia nacional”.

“Embora esta dificuldade já tivesse começado a sentir-se antes da crise pandémica, a inatividade das empresas turísticas ao longo do último ano e meio deslocou trabalhadores para outras atividades económicas, agudizando o problema”, referiu a associação.

Assim, a AHRESP considerou “urgente a criação de mecanismos que apoiem e facilitem a contratação e qualificação de recursos humanos”, dado que “as pessoas são o ativo mais importante em qualquer atividade, em particular no turismo”.

No mesmo boletim, a associação defendeu também a disponibilização de uma linha de apoio financeiro específica para a reabertura da animação noturna, depois de cerca de um ano e meio encerrados devido à pandemia de covid-19, por forma a que bares e discotecas possam reabrir “com a qualidade do serviço” que “sempre” tiveram.

“Uma vez que estas atividades ainda se encontram encerradas por decreto legal, a requalificação dos seus espaços e equipamentos será uma necessidade absoluta, o que implica investimentos significativos para a tão esperada reabertura”, apontou a AHRESP.

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