Mais de metade das PME espera regressar aos níveis de rentabilidade pré-pandemia nos próximos 12 meses

A Sage fez estudo em que concluiu que os níveis de confiança têm aumentado consideravelmente, depois do impacto mais forte da pandemia. No entanto, nem tudo são sinais positivos e há muitas empresas que ainda não ultrapassaram as adversidades apresentadas pelos últimos dois anos.

A Sage lançou um estudo global no qual analisou “os desafios e perspetivas para o futuro a mais longo prazo” e encontrou melhorias significativas na economia, com “fortes sinais de otimismo quanto ao sucesso dos negócios a longo prazo, à capacidade de contratação e ao forte crescimento financeiro nos próximos anos.”

Neste estudo, intitulado “Pequenos negócios, grandes oportunidades?”, divulgado esta quinta-feira, para o qual inquiriu 13 mil PME, mais de mil das quais portuguesas, a Sage destaca as melhorias registadas na realidade da economia nacional. Segundo os resultados encontrados, a grande maioria (71%) das PME portuguesas mostra confiança no que diz respeito “ao sucesso dos seus negócios nos próximos 12 meses”. Um aumento significativo (+16%) relativamente ao registo do passado. São ainda mais as empresas que esperam regressar aos níveis de rentabilidade pré-pandemia, com 84% a darem esse sinal altamente positivo.

Como causas para estas expetativas positivas, a Sage aponta “o aumento da base de clientes, a força de trabalho de alta qualidade, o aumento do fluxo de caixa e as novas tecnologias e eficiências adotadas durante a pandemia.”

Ainda assim, nem todos os resultados do estudo são sinais positivos. É que um terço das empresas portuguesas inquiridas relatam o aumento de custos, em particular pelo “novo desafio da inflação”, sendo que 35% das PME portuguesas ainda a enfrentar as várias dificuldades trazidas pela pandemia e ainda não estão preparadas para exercer a sua atividade de forma normal.

Esta tendência verifica-se à escala global, com as PME a relatarem um aumento das dificuldades impostas pela pandemia. Diz a Sage que uma em cada dez PME a nível global “refere perspetivas financeiras que as colocam em risco de insolvência.”

Entre os entraves encontrados pelas PME portuguesas, sobressaem as restrições ainda em vigor, assim como os isolamentos por contrair Covid-19.

A “falta de apoio por parte do governo” é também uma problemática. São 22% as PME portuguesas que a apontam. De facto, as empresas que receberam estes apoios, mostram “expetativas mais positivas” relativamente a 2022.

Finalmente, 62% das PME portuguesas relatam que consideram positiva a forma como estão a fazer face aos obstáculos trazidos pela pandemia. Os cortes nos custos e o recurso às poupanças são algumas das formas que têm encontrado para contornar às dificuldades que têm enfrentado.

Neste estudo, foram inquiridas 13.118 pessoas em cargos de chefia de PME com menos de 250 colaboradores.

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