Mais espaço para mais emprego com trabalho flexível

As estatísticas demonstram que os profissionais são mais produtivos, motivados e competentes quando podem trabalhar com flexibilidade


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Atualmente, não só os colaboradores mais jovens como os das restantes faixas etárias procuram mais o trabalho flexível para os ajudar a conciliar a vida profissional e a vida familiar. Um estudo mundial da Unify, realizado em 2014, comprova esta questão e revela que, se estivessem em cima da mesa trabalho flexível e um aumento salarial e só fosse possível escolher um deles, 43% dos profissionais optaria pelo trabalho flexível.

As vantagens são óbvias: a hipótese de evitar viagens longas e stressantes e passar mais tempo com as pessoas mais queridas ou ter possibilidade de organizar os seus horários de forma mais vantajosa. Mas os negócios podem igualmente ficar a ganhar. As estatísticas demonstram que os profissionais são mais produtivos, motivados e competentes quando podem trabalhar com flexibilidade. Adicionalmente, são menos propensos a mudar de emprego e diminuem os dias de baixa.

De um ponto de vista mais prático, reduzir espaços de trabalho não utilizados ou subutilizados pode ajudar as empresas a evitar rendas caras e libertar capital para investimento e consequentemente crescimento. Especificamente, um estudo recente da Regus mostra que 81% dos inquiridos considera que o dinheiro poupado em rendas e espaços de trabalho subocupados pode ser usado para investir em iniciativas de crescimento e criação de mais postos de trabalho, contribuindo também para ajudar a diminuir o desemprego jovem (59%). A mesma pesquisa adianta que os empresários acreditam que os governos podem promover o trabalho flexível ao oferecer isenções fiscais às empresas e incentivos fiscais, e que as mesmas devem ser comunicadas mais eficazmente.

De acordo com a OCDE, atualmente, o número de mulheres no ativo continua a ser inferior ao dos homens. O maior obstáculo é o esforço que muitas mulheres enfrentam ao tentar conjugar a vida familiar com a vida profissional, com muitas profissionais qualificadas a deixarem o emprego quando decidem constituir família. O trabalho flexível é visto por muitos (83%) como uma solução que lhes possibilita permanecer no mercado de trabalho mais tempo.

Também os colaboradores mais velhos e aqueles que precisam de cuidar de familiares podem beneficiar ao trabalhar mais próximo de casa. Os colaboradores seniores são frequentemente também cuidadores ou eles próprios têm limitações de saúde e não podem deslocar-se para muito longe de casa – o trabalho flexível pode, sem dúvida, ajudá-los a prolongar as suas carreiras. De facto, 88% dos profissionais confirma que o trabalho flexível é fundamental para manterem as carreiras e melhor conciliarem as demandas familiares com a vida profissional.

O trabalho flexível traz vários benefícios, mas as empresas devem lembrar-se de que precisam de fornecer a estes colaboradores um ambiente de trabalho profissional e totalmente funcional, de modo a que consigam concentrar-se e atingir a máxima produtividade.

Jorge Valdeira
Country Manager da Regus Portugal

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