A preparar a festa de réveillon? Recorde aqui o que pode e não pode fazer na passagem de ano

No próximo fim de semana estão proibidos ajuntamentos de mais de 10 pessoas na rua, bem como o consumo de bebidas alcoólicas na via pública. E para quem vai fazer a festa num estabelecimento, saiba que é preciso apresentar um teste negativo ou um certificado de recuperação. Recorde aqui as regras.

Câmara Municipal de Lisboa

Embora diferente do ano passado, os festejos do reveillon tal como conhecemos ainda se encontram longe da normalidade  uma vez que ainda vigoram medidas de combate à pandemia — isto devido à evolução de novos casos resultando da variante Ómicron e que tem atirado os número diários para novos máximos. E apesar de não haver restrições a nível de circulação nem recolher obrigatório como na noite de 31 de dezembro de 2020, existem limitações e regras quanto aos festejos.

Apresentação de um teste negativo

Tal como Natal, a apresentação de um teste negativo ou de certificado de recuperação para entrar em festas de finais de ano em determinados estabelecimentos como restaurantes ou eventos culturais vai continuar na passagem de ano. E se vai passar a noite fora, saiba que é necessária a alojamentos locais, hóteis a apresentação de um comprovativo de realização de teste com resultado negativo até 72 ou 48 horas antes, consoante o tipo de teste, PCR ou antigéneo. Esta medida aplica-se até 9 de janeiro.

Proibição de ajuntamentos

E se preferir passar a passagem de ano na rua, saiba que estão proibidos os ajustamentos com mais de 10 pessoas e ainda o consumo de bebidas alcoolicas. Livres desta proibição, estão as esplanadas abertas dos estabelecimentos de restauração e similares devidamente licenciados para o efeito.

E para evitar tentações, foram várias as autarquicas que optaram por cancelar eventos celebrativos. A região autónoma da Madeira, no entanto, vai manter a tradição daquele que é considerado um dos melhores espétaculos de luz do mundo ao prometer oito minutos de fogo de artifício aos residentes do Funchal.

Bares e discotecas encerrados

Enquanto os hotéis e casinos permanecem abertos durante a noite de passagem de ano, os bares e discotecas viram-se obrigados a encerrar as suas portas até dia 9 de janeiro.

Lotações máximas

Se optar por passar a noite num dos estabelecimentos referidos, saiba que há lotações máximas definidas. O Governo estabeleceu limites relativamente à ocupação dos espaços acessíveis ao público, prevendo-se como regra a ocupação máxima indicativa de 0,20 pessoas por m2, com exceção dos estabelecimentos de prestação de serviços.

Vale ainda recordar que, este mês, cada indivíduo pode fazer seis testes grátis à Covid-19, no âmbito do regime de comparticipação do Estado. Pode consultar aqui a lista de farmácias onde pode fazer estes mesmos testes.

Apesar das regras, a Direção-Geral de Saúde e Governo mantém os apelos à limitação de contactos numa altura em que o país regista novos máximos de novos casos diários. Esta quarta-feira foi dia de novo recorde, foram mais de 26 mil novos casos e 12 mortes por Covid-19 — isto depois de a ministra da Saúde Marta Temido ter alertado que na primeira semana de janeiro o número de infeções poderiam atingir os 37 mil novos casos.

Face a este risco, Marta Temido apelou à “responsabilidade individual” de cada um para a passagem de ano, que deverá levar a um aumento de contactos sociais. “Espero, acima de tudo, que se siga aquilo que os peritos têm aconselhado: cumprimento das medidas determinadas pelo Governo e das regras de saúde pública”, afirmou, bem como salientou que é importante “restringir contactos”.

Questionada sobre se haverá um reforço de medidas para controlar a pandemia, Marta Temido indicou que o Governo está a “concentrar-se a aplicar todo o arsenal de medidas postos à disposição”, aproveitando a semana de contenção para “restringir contactos”, “diminuir a intensidade da transmissão” e “intensificar a vacinação”.

“É importante dar tempo para que as medidas surtem o seu resultado. Já aprendemos, de experiência passada, que é preciso ter paciência para lidar com os resultados das nossas ações.”

No que diz respeito às atuais restrições, a ministra da Saúde referiu que são “proporcionais” e resultaram de um “muito difícil equilíbrio social”, tendo-as justificado com a “proteção” conferidas pelas vacinas, que permite “atenuar as consequências letais e graves da doença”.

A ministra manifestou-se ainda confiante de que Portugal será capaz “de vencer esta vaga”, mas para isso o país precisa de se “unir”.

 

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