Manifestações de Hong Kong chegam ao “mundo” dos videojogos

Manifestantes pró-democracia e pró-China enfrentaram-se numa “batalha épica” no videojogo Grand Theft Auto V. Depois de uma atualização que trouxe novas roupas ao, os habitantes da região semiautónoma chinesa perceberam que se podiam “vestir” de manifestantes e causar o caos na versão digital da cidade de Los Angeles.

Depois dos protestos em Hong Kong terem atingido a impressionante marca dos 12 meses, as estratégias parecem cada vez mais rebuscadas, desta feita os manifestantes organizaram-se e decidiram levar a “luta” até ao mundo dos videojogos. Depois de uma atualização que trouxe novas roupas ao jogo Grand Theft Auto (GTA), os habitantes da região semiautónoma chinesa perceberam que se podiam “vestir” de manifestantes e causar o caos na versão digital da cidade de Los Angeles.

A mensagem foi difundida na rede LIHKG (equivalente ao reddit) e reuniu algumas centenas de jogadores que foram prontamente confrontados com os seus vizinhos chineses, que aproveitaram a deixa para, também eles, combaterem o que consideram ser uma afronta ao seu país. O resultado foi uma verdadeira batalha épica entre policias (apoiantes da China) e protestantes (apoiantes de Hong Kong).

Através da plataforma LIHKG os manifestantes criaram um grupo clã no GTA para se organizarem, quer a nível de indumentária quer a nível de estratégia.

Por sua vez os seus vizinhos chineses utilizaram a plataforma WEIBO (equivalente ao Twitter) para também eles se organizarem numa tentativa de defender a sua pátria, com uniformes da polícia.

Apesar das plataformas de videojogos não serem tendencialmente utilizadas para espalhar propagandas ideológicas ou, como neste caso, providenciarem um espaço de confronto entre rivais políticos, desde que começaram os protestos em Hong Kong esta abordagem parece estar a ganhar cada vez mais força.

Alguns ativistas de Honk Kong criaram um jogo com o nome “Liberate Hong Kong” (Libertar Hong Kong) com o objetivo de cativar as pessoas que escolhem não sair de casa a integrar a luta. Também outro jogo, o “The Revolution of our Times” (A Revolução dos Nossos Tempos) teve bastante destaque por permitir que os manifestantes levassem a luta para o espaço dos videojogos, mas durante um curto espaço de tempo, isto porque o Google ordenou que fosse removido da sua play store, ficando assim indisponível.

O GTA não está disponível na China, mas há vários mecanismos que permitem contornar a proibição, algo que os chineses rapidamente descobriram.

A Rockstar, editora do jogo, não quis prestar qualquer declaração. Se há coisa que define e distingue esta editora de qualquer outra no mundo dos videojogos, é a irreverência vincada nos títulos que lançam, podendo claramente afirmar-se que foi esta mesma característica que popularizou os seus videojogos e que a ajudaram a posicionar-se com uma das principais editoras a nível mundial.

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