Manifestantes em Hong Kong terminam o ano em protesto e prometem arrancar 2020 em marcha

O movimento pró-democracia escolheu os centros comerciais mais movimentados para se manifestar. Dia 1 de janeiro está marcado mais um dia de protestos.

DR Philip Fong/AFP/Getty Images

À semelhança do que tem vindo a acontecer nos últimos meses, Hong Kong vai fechar 2019 com vários protestos, que estão agendados para a véspera de Ano Novo. Logo no ínicio de 2020, dia 1 de janeiro, estão marcadas mais manifestações. As marchas terão como objetivo interromper as celebrações e as compras no centro financeiro asiático, que tem sido palco de confrontos entre a polícia e os manifestantes desde o Natal.

De acordo com a agência “Reuters”, os protestos apelidados de “Suck the Eve” e “Shop With You” estão marcados para a véspera e dia de Ano Novo em áreas como o distrito de Lan Kwai Fong, o pitoresco Victoria Harbour e os centro comerciais mais conhecidos.

O movimento pró-democracia promete manter o mesmo ritmo em 2020, tendo enviado um pré-aviso de marcha às autoridades policiais para dia 1 de janeiro. A caminhada terá inicio no movimentado centro comercial Causeway Bay e terminará no distrito comercial central. “No dia de ano novo, precisamos mostrar nossa solidariedade para resistir ao governo. Esperamos que as pessoas de Hong Kong vão para as ruas pelo futuro de Hong Kong ”, disse Jimmy Sham, líder do grupo, citado pela mesma fonte.

Os protestos na região autónoma chinesa começaram em junho em resposta a um projeto-lei que permitia extradições para a China continental, onde os tribunais são controlados pelo Partido Comunista. Depois desta lei ter sido completamente retirada pelo governo de Carrie Lam, os protestos evoluíram para um movimento pró-democracia mais amplo. Os dados oficiais apontam para mais dois mil feridos e mais de seis mil detenções.

Embora os protestos, que avançam agora para o seu sétimo mês, tenham diminuído de intensidade e escala nas últimas semanas, as marchas ou e comícios continuam a acontecer quase diariamente. Até porque os protestos atingiram mesmo economia de Hong Kong: em novembro, as exportações caíram 1,4%, em relação ao ano anterior, e as importações recuaram 5,8%.

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