Manuel Fino falha reembolso de 20 milhões ao BCP

Empréstimo obrigacionista de 20 milhões de euros foi feito quando o empresário era accionista de referência do banco, em 2007. 

Rafael Marchante/Reuters

A SDC Investimentos, ex- Grupo Soares da Costa SGPS, informou hoje o regulador do mercado de que não vai reembolsar obrigações no valor de 20 milhões de euros na data prevista. A empresa, detida por Manuel Fino, “informa que não vai proceder ao reembolso do seu empréstimo obrigacionista, no valor de 20 milhões de Euros, que se vence no próximo dia 28 do corrente mês de novembro”, lê-se no comunicado enviado à CMVM.

A empresa esclarece ainda que estes títulos foram objecto de subscrição particular, “tendo como único titular das obrigações o Millennium BCP, não estando estas obrigações incluídas no mercado, nem cotadas”. Os títulos foram subscritos em 2007, quando Manuel Fino era accionista de referência do BCP, com uma participação superior a 2%, detida através da Investifino.

De acordo com o mesmo comunicado, a SDC Investimentos tem em curso um processo de reestruturação do seu passivo bancário, onde se inclui este empréstimo obrigacionista, “que, por isso, não será reembolsado na referida data de vencimento, ficando formalmente em incumprimento”. Adianta no entanto que: “Face à existência desse processo negocial, não se antevê qualquer consequência desse incumprimento, ficando a sua sanação dependente da solução concreta do referido processo, que se espera possa ocorrer a curto prazo”.

Recomendadas

Fitch melhora perspetiva do rating do BCP

A mudança de perspectiva para o rating do BCP reflete, em parte, uma maior clareza em torno do provisionamento necessário para cobrir os riscos legais do Bank Millennium com empréstimos hipotecários denominados em francos suíços, na Polónia.

Sindicatos dos Quadros e SIB pedem apoio extraordinário para bancários no ativo

Ainda sobre as medidas do Governo de apoio para fazer face à inflação, o Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos Bancários (SNQTB) e o SIB (Sindicato Independente da Banca) pedem parecer sobre constitucionalidade do apoio aos pensionistas e exigem apoio extraordinário para bancários no ativo.

Rácio de crédito malparado na banca melhora para 3,4% no segundo trimestre

A queda “reflete a diminuição dos NPL (-4,0%) e o aumento dos empréstimos produtivos (+1,8%)”, explica o supervisor da banca. A rentabilidade também melhorou.
Comentários