Marcelo apela “aos portugueses para que não estraguem aquilo que se está a fazer” no Natal

Sobre a nova estirpe da Covid-19 detetada no Reino Unido, o Presidente da República defendeu que será pouco provável que se adotem outras medidas. “Nós estamos em cima do Natal e portanto não parece provável, que do dia 21 para o dia 23 haja um conjunto de fatores que obriguem a mudar aquilo que foi decidido”.

Rui Ochoa / Presidência da República / Lusa

Marcelo Rebelo de Sousa apelou aos portugueses para que “não estraguem aquilo que se está a fazer”, em relação aos números da Covid-19 durante os dias de Natal, descreveu como vai passar os próximos dias com a família e garantiu que fará aquilo que for necessário para controlar o número de casos.

Em entrevista à TVI esta segunda-feira, o candidato presidencial e atual Presidente da República referiu que “queria sobretudo apelar aos portugueses para que não estraguem aquilo que se está a fazer e os números que se tem conseguido com muito esforço ter quando está o stress ainda no nosso serviço nacional de saúde”

Quanto ao Natal de Marcelo e ao número de pessoas que se vão sentar à mesa, o candidato a Belém explicou que defende o número de cinco, apesar de que na Europa os números variam entre oito e 12. “Tendo dar o exemplo”, garantiu.

“Tenho no dia 23 almoço num restaurante com a minha família brasileira, e como são ligeiramente mais do que cinco ficam em duas mesas, não mais de cinco em cada mesa espaçados. No dia 23 à noite janto com os meus irmãos e cunhadas, cinco. No dia 24 janto com outra parte da família, cinco. No dia 25 não janto com ninguém, no dia 26 estou com dúvidas porque na família portuguesa são sete, portanto não é a minha casa e não sou eu que promovo”, explicou Marcelo Rebelo de Sousa.

Sobre a nova estirpe da Covid-19 detetada no Reino Unido, o Presidente da República defendeu que será pouco provável que se adotem outras medidas. “Nós estamos em cima do Natal e portanto não parece provável, que do dia 21 para o dia 23 haja um conjunto de fatores que obriguem a mudar aquilo que foi decidido”.

No entanto, não rejeita que venham a existir novas medidas depois do Natal. “Uma coisa é certa : tudo o que for necessário fazer porque haja uma terceira vaga, porque se agrava a situação não só no Reino Unido, mas na Europa porque de facto é preciso endurecer medidas sabendo nós o custo que isso tem para a nossa economia que é uma opção dramática”, frisou Marcelo Rebelo de Sousa, assegurando que “tudo o que for preciso fazer tem de se fazer”.

 

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