Marcelo: Aumento de capital da CGD só depois das contas anuais estarem fechadas

O chefe de Estado falava à margem dos prémios COTEC. Sem explicitar referia-se no entanto à necessidade da emissão de obrigações subordinadas precisar das contas da CGD o mais completas possíveis.

Cristina Bernardo

Marcelo Rebelo de Sousa disse esta terça-feira, 22 de Novembro, que o aumento de capital da Caixa Geral de Depósitos só deverá ser concretizado depois de ser fecharem as contas deste ano. O que significa que antes de Março não haverá aumento de capital.

O Presidente da República falava à RTP3, à margem do prémio de inovação COTEC, que se realiza no Convento do Beato em Lisboa, e referia-se ao fato de a emissão de obrigações subordinadas que tem de acompanhar o aumento de capital em dinheiro com investimento do Estado, precisar de ter na sua informação  aos investidores as contas da CGD o mais completas possíveis.

O Presidente da República diz que “o mais importante foi conseguido, que foi obter a aprovação quer em Bruxelas, quer em Frankfurt de um plano de recapitalização e de reestruturação da Caixa, com meios suficientes para enfrentar o futuro. Isso está atingido”.

Sobre o adiamento da recapitalização explicou-a com o fato de que “tem de se fechar as contas deste ano”, afirmou à margem dos prémios COTEC. “Só depois de fechadas as contas é que faz sentido avançar quer com a recapitalização pública quer privada”, lembrando que as contas “fecham-se até Março do ano que vem.”
Assim a recapitalização da Caixa que inicialmente estava prevista que fosse realizada ainda este ano, poderá ocorrer depois do primeiro trimestre do próximo ano, à espera do fecho das contas do banco estatal deste ano.

 

Recomendadas

PremiumMontepio suspende projeto para retirar 700 milhões de malparado

Chama-se “Projeto Douro” e pretendia retirar do balanço do banco entre 600 a 700 milhões de imóveis e crédito malparado a grandes empresas. Mas o processo está parado e sem data de retoma.

Laginha de Sousa defende a tributação do carbono para alinhar os incentivos privados com os objetivos sociais

Numa intervenção nas ESG Talks, o ainda administrador do Banco de Portugal e futuro presidente da CMVM, Luís Laginha de Sousa, citou um estudo recente da consultora McKinsey, que constata que mais de 90% das empresas do S&P 500 publicam atualmente algum tipo de relatório sobre sustentabilidade ESG. 

Fundação Santander lança mil bolsas para curso de negócios digitais

A Fundação Santander lançou mil bolsas que dão acesso ao curso Digital Business Development do Técnico+ Formação Avançada, unidade de pós-graduação do Instituto Superior Técnico.
Comentários