Marcelo condecora Cavaco Silva com o Grande-Colar da Ordem do Infante D. Henrique

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, condecorou esta terça-feira o seu antecessor no cargo Aníbal Cavaco Silva com o Grande-Colar da Ordem do Infante D. Henrique pelo trabalho e pela inclusão social ao serviço dos portugueses.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, condecorou esta terça-feira o seu antecessor no cargo Aníbal Cavaco Silva com o Grande-Colar da Ordem do Infante D. Henrique pelo trabalho e pela inclusão social ao serviço dos portugueses.

No final da cerimónia para assinalar os 15 anos da EPIS – Empresários Pelas Inclusão Social, que decorreu no Palácio de Belém, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa entregou esta condecoração a Cavaco Silva.

“Eu vou entregar, em nome de todos os portugueses, a quem já tem o Grande-Colar da Ordem Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito e da Ordem da Liberdade, o Grande-Colar da Ordem do Infante D. Henrique que bem merece pelo trabalho, pela inclusão social ao serviço dos portugueses”, anunciou.

Depois da entrega da condecoração, Cavaco Silva e a sua mulher Maria Cavaco Silva acompanharam Marcelo Rebelo de Sousa pelo Jardim da Cascata onde cumprimentaram os presentes na cerimónia, tendo inclusivamente os dois presidentes aparecido em diferentes ‘selfies’.

Para o chefe de Estado, os 15 anos da EPIS eram uma “boa ocasião” para homenagear Cavaco Silva, admitindo que não é “muito fácil o Presidente em funções prestar homenagem ao seu antecessor em termos de o galardoar”.

No entanto, Marcelo Rebelo de Sousa recordou o precedente em relação a Jorge Sampaio, a quem atribuiu, em 2018, o mesmo Grande-Colar da Ordem do Infante D. Henrique pela sua iniciativa de apoio aos estudos de jovens refugiados.

“Pensam que o presidente Cavaco deixou de acompanhar a EPIS? Todos os anos recebe estes meninos e estas meninas que acabam o ano letivo. Está tão ou mais entusiasta do que nunca e efetivamente continua um exemplo de militância pela inclusão social”, elogiou.

O chefe de Estado aproveitou para recordar um episódio que marca a “pré-história desta ideia” da EPIS, quando numa reunião o período antes da campanha para o seu primeiro mandato presidencial, Cavaco Silva dizia que tinha que “começar por um roteiro sobre a inclusão social”, tendo depois explicado os motivos.

“Eu estava a ouvi-lo e estava a pensar: Cavaco Silva na altura já tinha sido primeiro-ministro dez anos, não precisava de explicar porque é que a inclusão era importante para ele porque ele era um exemplo de ter sido o que foi, pelas suas mãos, não privilegiado, ao contrário de mim, ao contrário de outros Presidentes da República que o foram no seu nascimento, na sua formação, na sua educação, nos seus pais”, afirmou.

Na análise de Marcelo Rebelo de Sousa, Cavaco Silva “fez-se a pulso” já que “não foi para o liceu como iam os privilegiados, mas chegou à universidade e à escola de economia e aí foi tudo, até ser o topo que se chama professor catedrático”.

“Depois não parou por aí. Foi mesmo tudo o que era possível ser no plano interno: ministro das finanças, líder partidário, primeiro-ministro – o mais longo primeiro-ministro da história democrática de Portugal – e Presidente da República”, elencou.

O Presidente da República não tem por isso dúvidas que Cavaco Silva e a sua mulher “sabem bem o que significava e significa para estas crianças e para estes jovens terem possibilidades na vida que de outra maneira não teriam tido”.

Referindo que o antigo ministro António Pires de Lima tinha feito o mesmo, Marcelo Rebelo de Sousa fez questão de prestar homenagem a pessoas muito envolvidas com a EPIS e que já morreram: João Rendeiro e Horácio Roque.

Aproveitando para agradecer aos que foram presidentes da associação em momentos diferentes, o chefe de Estado lembrou António Vitorino que “era meteórico” e, portanto, era difícil apanhá-lo.

“Pousou no aeroporto… Não posso falar em aeroporto porque senão é logo um problema”, disse, perante a gargalhada da audiência.

Marcelo Rebelo de Sousa deixou ainda um agradecimento à atual presidente Leonor Beleza.

“Eu sou um bocadinho suspeito, eu confesso que quem devia estar no meu lugar era ela. Se eu pudesse ter escolhido naquela altura era ela. Ela não queria, não estava para isso, não podia. O que é facto é que se ganhou uma grande presidente da EPIS. Realmente há assim uns acasos da vida muito importantes”, afirmou, em tom bem-disposto.

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