Marcelo diz que em Portugal não há nenhuma alergia à comunidade brasileira

O Presidente da República afirmou esta segunda-feira em Idanha-a-Nova que em Portugal há um consenso generalizado contra o racismo e a xenofobia e que também “não há nenhuma alergia” à comunidade brasileira.

O Presidente da República afirmou esta segunda-feira em Idanha-a-Nova que em Portugal há um consenso generalizado contra o racismo e a xenofobia e que também “não há nenhuma alergia” à comunidade brasileira.

“Em Portugal há um consenso generalizado contra o racismo e xenofobia. Não quer dizer que não haja sectores racistas e xenófobos. Quer dizer que a maioria esmagadora dos portugueses não é”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas.

O Chefe de Estado falava em Idanha-a-Nova, no Monte Trigo, durante uma visita que fez ao 24.º acampamento nacional de escuteiros (ACANAC), onde foi recebido pelos milhares de jovens que ali estão.

“Como é um problema cultural há sempre sectores que manifestam ainda tiques ou toques racistas e xenófobos. Não se pode é generalizar aos portugueses. Também não há nenhuma alergia à comunidade brasileira em Portugal”, sustentou.

Marcelo salientou que a comunidade brasileira está a “crescer em Portugal, está integrada em Portugal. São centenas de milhares. Há muitos deles com dupla nacionalidade. Se se sentissem mal em Portugal não vinha [comunidade] ao ritmo que está a vir”, frisou.

O PR realçou que os casos existem “devem ser exemplarmente considerados” e, “se for caso disso, punidos”.

Afirmou ainda que “não é possível é haver a ideia de que em Portugal há uma alergia aos brasileiros e ao Brasil. Não há”.

Apesar de não referir o caso, a reação do chefe de Estado português surgiu, primeiro, via nota de imprensa, dois dias depois de a atriz, modelo e apresentadora brasileira Giovanna Ewbank ter denunciado nas redes sociais que os seus filhos foram vítimas de racismo num restaurante na Costa de Caparica.

Uma família de turistas angolanos que estavam no local também terá sido vítima de racismo por parte de uma mulher alcoolizada, que foi detida pelas autoridades, mas que, entretanto, foi libertada.

Em Idanha-a-Nova, o PR fez questão de abordar o caso junto dos jornalistas, após ter sido questionado sobre o caso.

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