Marcelo renova Estado de Emergência e avisa: “Não haja ilusões. Não haverá senão um número muito pequeno de vacinados em janeiro”

Presidente da República apela a uma celebração do Natal “com bom senso, maturidade cívica e justa contenção”, ou, diz que em caso contrário, “janeiro conhecerá, inevitavelmente, o agravamento da pandemia”.

Rui Ochoa / Presidência da República / Lusa

O Presidente da República apela ao “bom senso” e à “maturidade cívica” nas festividades, alertando que em janeiro o número de vacinados será ainda diminuto. Marcelo Rebelo de Sousa vinca “o contrato de confiança” associado à renovação do Estado de Emergência.

“Ao renovar, até 7 de janeiro de 2021, o estado de emergência, quero recordar o contrato de confiança que essa renovação pressupõe entre todos os Portugueses, ou seja, entre todos nós. Ou celebramos o Natal com bom senso, maturidade cívica e justa contenção, ou janeiro conhecerá, inevitavelmente, o agravamento da pandemia, de efeitos imprevisíveis no tempo e na dureza dos sacrifícios e restrições a impor”, afirma o Chefe de Estado, numa mensagem publicada esta quinta-feira na página da Presidência da República.

É neste sentido, que apela a que “não haja ilusões”, salientando que “não haverá senão um número muito pequeno de vacinados em janeiro – os que tiverem recebido a segunda dose a partir de 27 de janeiro –, e, muito menos haverá, nem em janeiro, nem nos meses imediatos, os milhões de vacinados necessários para assegurar uma ampla imunização que trave a pandemia”.

“Só o cumprimento desse contrato de confiança poderá evitar o que nenhum de nós deseja: mais casos, mais insuportável pressão nos internados e nos cuidados intensivos e mais mortos”, acrescenta.

O Presidente sustenta que o contrato de confiança “não é entre nós e o Estado, o Presidente da República, a Assembleia da República ou o Governo”, mas sim “entre nós e todos os outros nossos compatriotas, que sofrerão na vida, na saúde, no desemprego, nos rendimentos, por causa do que tivermos feito ou deixado de fazer neste Natal”.

“Natal que, por definição, é tudo menos tempo de egoísmo. É tempo de dádiva, de partilha, de solidariedade. Que a dádiva, a partilha, a solidariedade neste Natal de 2020 se traduza, no que dependa de nós, em poupar da pandemia os nossos familiares, vizinhos, amigos, que o mesmo é dizer, o nosso Portugal”, conclui.

A Assembleia da República aprovou esta quinta-feira a renovação do estado de emergência até 7 de janeiro, que irá permitir ao Governo tomar medidas para conter a pandemia da Covid-19 durante o Natal e Ano Novo. O prolongamento deste estado de exceção foi aprovado com os votos favoráveis do PS, PSD e da deputada não-inscrita Cristina Rodrigues. Já o PCP, PEV, Chega, Iniciativa Liberal e a deputada Joacine Katar Moreira votaram contra e o Bloco de Esquerda, CDS-PP e PAN abstiveram-se.

O novo estado de emergência irá vigorar de 24 de dezembro a 7 de janeiro.

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