Marcelo, Santos Silva e Costa não deviam ir ao Mundial do Qatar, diz Marques Mendes

“Gostava que Presidente da República, Presidente da Assembleia da República e primeiro-ministro não fossem ao Qatar. Para dar um sinal claro de condenação da situação” de violação dos direitos humanos, defendeu Luís Marques Mendes este domingo, no seu comentário habitual na SIC.

Luís Marques Mendes disse este domingo que o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o Presidente da Assembleia da República, Augusto Santos Silva, e o primeiro-ministro, António Costa, não deviam deslocar-se ao Qatar onde está a decorrer o Mundial2022, perante os relatos de desrespeito pelos direitos humanos por parte deste país.

“Primeiro, a polémica que lhe deu origem, a da corrupção; depois, a polémica em torno de um país que não respeita os direitos humanos”, começou por dizer Marques Mendes no comentário habitual na SIC.

“Por tudo isto, gostava que Presidente da República, Presidente da Assembleia da República e primeiro-ministro não fossem ao Qatar. Para dar um sinal claro de condenação da situação”, defendeu, notando que as “altas figuras do Estado português deviam dar um sinal de descontentamento”.

“Não me digam que ir é necessário por causa do apoio à seleção. Há milhões de portugueses que não vão ao Qatar e estarão à mesma a torcer pela seleção nacional”, rematou.

O Presidente da República revelou ter solicitado, por escrito, autorização do Parlamento para ir em visita oficial ao Qatar para ver o primeiro jogo da seleção, no dia 24 de novembro.

Marcelo Rebelo de Sousa disse que quando um chefe de Estado visita países com um regime não democrático, fá-lo “pelo interesse nacional”, caso contrário “não se poderia visitar três quartos do mundo” nem receber ou ter relações com esses países, “porque três quartos do mundo” não são democráticos, “mas ditaduras”.

Por outro lado, os líderes parlamentares do PS e do PSD já afirmaram que vão aprovar a viagem do Presidente da República ao Mundial do Qatar.

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