Marcelo sobre escrutínio do Governo: “Se se chama populismo à exigência, então será populismo”

O Presidente da República defendeu esta terça-feira o questionário de 36 perguntas criado pelo Governo para escrutinar os futuros governantes.

Marcelo Rebelo de Sousa garantiu que o questionário de 36 perguntas elaborado pelo Governo para ajudar à escolha dos próximos governantes, não se trata de populismo e até resulta num escrutínio mais intenso.

À saída da cerimónia onde foram assinalados os 30 anos do Infarmed, o chefe de Estado foi convidado a comentar o questionário elaborado pelo Governo, começando por defender que existe “aqui um escrutínio mais intenso”.

“Alguns dizem que este escrutínio pode ser populismo. Se se chama populismo à exigência da opinião pública, então será populismo. Mas não é”, defendeu Marcelo.

Considera o Presidente da República que atualmente “a opinião pública está mais exigente do que estava há cinco anos e mais do que estava há dez anos, por causa das crises, da noção da igualdade, da ética, da transparência. Mas ninguém é obrigado a ser político”.

Marcelo apelida ainda de “pura teoria” quando se diz que esta “exigência” agora firmada no questionário de 36 perguntas “não se aplica aos governantes que já estavam em funções”.

O questionário de verificação prévia a preencher por convidados para ministros ou secretários de Estado tem 36 perguntas, abrange os últimos três anos de atividades e estende-se ao agregado familiar.

As perguntas constam de um anexo que é parte da resolução do Conselho de Ministros hoje aprovada, a que a agência Lusa teve acesso.

As 36 perguntas estão divididas por cinco áreas – atividades atuais e anteriores, impedimentos e conflitos de interesses, situação patrimonial, situação fiscal e responsabilidade penal – e respondem a situações que recentemente levaram a demissões no Governo.

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