Marcus, um banco digital da Goldman Sachs

O banco digital Marcus da Goldman Sachs permite integrar várias contas bancárias, mesmo de outros bancos, para proporcionar uma visão 360º, não só das contas à ordem, como também das poupanças, dos investimentos e dos empréstimos.



Se muitas vezes as grandes empresas deixam-se ultrapassar pelas startups em matéria de inovação e transformação digital, não foi o caso da Goldman Sachs. Com mais de 150 anos e uma longa história no mundo das finanças, está a dar cartas com o seu banco 100% digital chamado
Marcus, que herdou o nome do seu fundador, Marcus Goldman.

O banco Marcus permite integrar várias contas bancárias, mesmo de outros bancos, para proporcionar uma visão 360º, não só das contas à ordem, como também das poupanças, dos investimentos e dos empréstimos.

À imagem do que muitas fintechs têm vindo a fazer, os movimentos de conta ganham inteligência, todos os gastos são discriminados por categoria (como supermercado, transportes, saúde) ou por compras mais frequentes, como forma de apoiar a tomada de decisão com base em dados comportamentais. 

A reinvenção do negócio vai ainda mais longe, os utilizadores podem também abrir uma conta poupança com uma remuneração de 0.55% ao ano, ou pedir empréstimos até 40 mil dólares, com taxas fixas e que não obrigam ao pagamento de comissões. 

As parcerias estão no centro da estratégia de crescimento do Marcus, exemplo disso é a parceria com a Apple no lançamento do Apple Card, o famoso cartão de crédito sem comissões e com um cashback diário em todas as compras. Outro exemplo é a parceria desenvolvida com Amazon na criação de uma linha de crédito para pequenas empresas. 

Disponível nos Estados Unidos e no Reino Unido, o Marcus conta já com uma base de mais 5 milhões de utilizadores. Contas feitas, neste momento, tem um total de 92 mil milhões de dólares em depósitos e 7 mil milhões de dólares em empréstimos.

Artigo original publicado em SuperToast by INSTINCT.
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