Mário Centeno garante que “houve progresso” na reforma da zona euro no último semestre

Mário Centeno disse esta sexta-feira que a união bancária tem um “novo impulso”. Os ministros das Finanças europeus vão trabalhar para acordar as condições para introduzir um sistema de garantia de depósitos e “integração dos mercados bancários”.

O presidente do Eurogrupo disse esta sexta-feira que “houve progresso” na reforma da zona euro durante o último semestre do ano, apesar de os ministros das Finanças da moeda única não terem conseguido concluir o pacote de medidas para fortalecer a união monetária, na semana passada.

“Hoje vou informar a cimeira do euro sobre os progressos realizados durante o semestre na reforma da união monetária e económica. Houve progresso em todas as áreas”, afirmou Mário Centeno aos jornalistas, ao chegar à reunião de líderes da União Europeia, em Bruxelas.

Há um ano, a União Europeia concordou em trabalhar num pacote de medidas para melhorar a capacidade de resposta da área da moeda única a crises futuras, baseado em três pilares: um orçamento embrionário da zona do euro para melhorar a convergência e a competitividade; uma estratégia para negociar em nível político o Sistema Europeu de Garantia de Depósitos (EDIS) e uma reforma do fundo de resgate europeu.

Apesar de a intenção ser a de que os ministros das Finanças europeus concordassem dessem ‘luz verde’ a essas medidas na reunião do Eurogrupo na semana passada e os líderes da União Europeu as aprovassem hoje, não houve consenso final sobre a reforma do fundo de resgate e o EDIS.

Na rede social Twitter, Mário Centeno escreveu esta manhã que, quanto ao orçamento da zona do euro, todos os principais pontos foram acordados. “O instrumento orçamental de convergência e competitividade [BICC] estará ancorado no orçamento da União Europeia e estamos a discutir possíveis recursos adicionais”, explicou o ministro das Finanças português.

“Há um novo impulso na união bancária. Vamos acelerar o nosso trabalho para obter resultados concretos nesse ciclo institucional. Isso inclui encontrar um terreno comum sobre as condições para a introdução de um sistema de garantia de depósitos (EDIS) e para a integração dos mercados bancários”, sublinhou o presidente do Eurogrupo.

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