Mário Centeno ouve Conselho Económico e Social sobre a subida da inflação

A reunião ocorre num dia em que o INE divulgou que os preços na produção da indústria transformadora subiram 22,9% em maio, um máximo de sempre. Recorde-se que a variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor (IPC) foi de 8% em maio, o nível mais elevado desde fevereiro de 1993.

O Governador do Banco de Portugal Mário Centeno recebeu ontem um conjunto alargado de membros do Conselho Económico e Social (CES), com o objetivo de ouvir as suas opiniões e preocupações sobre o atual contexto económico nacional e internacional.

O Conselho Económico e Social é liderado por Francisco Assis e é um órgão constitucional de consulta e concertação social.

“Esta reunião, que surge no contexto da aproximação do Banco de Portugal à comunidade, criou a oportunidade para que alguns dos principais intervenientes do CES pudessem partilhar com o Governador a sua visão sobre os impactos da recente subida dos preços na atividade económica do país e especificamente nas áreas que representam”, diz o banco central em comunicado.

Esta reunião ocorre numa altura em que a inflação atinge máximos históricos.

Hoje o INE, na Síntese Económica de Conjuntura – maio 2022, detalha que, excluindo a componente energética, o índice de preços na produção da indústria transformadora aumentou 16,3% em maio face ao mesmo mês de 2021, apresentando também o crescimento mais elevado da atual série (contra 15,7% em abril).

Em relação à taxa de inflação, o INE recorda que a variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor (IPC) foi de 8,0% em maio, o nível mais elevado desde fevereiro de 1993.

O indicador de inflação subjacente (IPC total excluindo bens energéticos e alimentares não transformados) registou uma variação homóloga de 5,6% em maio, contra 5,0% em abril e a mais elevada desde outubro de 1994.

“Refletindo em grande medida a aceleração dos preços, os indicadores de curto prazo da atividade económica na perspetiva da produção, disponíveis até abril de 2022, continuaram a revelar crescimentos elevados em termos nominais, ainda que em desaceleração face ao mês anterior”, afirma o INE.

Na indústria, o índice de volume de negócios aumentou 19,7% em abril (contra 26,1% em março), crescimentos nominais indissociáveis do atual ciclo de aumento de preços na indústria (24,7% em abril), adianta o INE, sublinhando que os resultados obtidos podem ter sido influenciados pelo facto de abril ter tido 19 dias úteis, menos dois que em 2021 e menos três que em março de 2022.

Na vertente externa, o INE afirma que o aumento mais expressivo dos preços implícitos das importações de bens comparativamente às exportações traduz perdas dos termos de troca, que se têm agravado nos últimos meses devido sobretudo aos preços dos bens energéticos, contribuindo para a deterioração do saldo externo de bens.

 

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