Centeno: “Saída do PDE é uma boa notícia mas é possível fazer mais e melhor”

O ministro das Finanças realça que a recomendação da Comissão Europeia é o reflexo do aumento da confiança que já se fazia sentir em Portugal.

Em declarações aos jornalistas, o ministro das Finanças afirmou que a saída do Procedimento por Défice Excessivo (PDE) é uma “boa notícia” mas sublinhou a importância de “fazer mais e melhor”. “Hoje a saída entra naquilo que é o braço preventivo do tratado, em que temos de manter uma trajetória de rigor nas contas públicas e tornar mais eficiente a despesa pública”, referiu Mário Centeno aos meios de comunicação social, em Bruxelas.

Para o responsável pela pasta das Finanças, a decisão da instituição europeia é a consolidação do crescimento económico registado nos últimos tempos no país – no qual se inclui a “recuperação da atividade económica e do emprego” -, o reflexo do aumento da confiança que já se fazia sentir em Portugal e a consequência das políticas implementadas pelo Governo no ultimo ano e meio.

Mário Centeno enfatizou ainda que a saída do PDE representa o compromisso que o Executivo garantiu à população portuguesa. “A Comissão Europeia reconhece o esforço e a capacidade de Portugal de dar a volta a uma situação difícil. Portugal cresce mais que a União Europeia”, acrescentou o governante.

Poucos minutos depois do comentário de Mário Centeno em Bruxelas, o ministério das Finanças divulgou um comunicado onde frisa que o “reconhecimento da Comissão Europeia sustenta a inflexão na trajetória da dívida pública, que permitirá gerar poupanças em juros sem colocar em risco o investimento e a coesão social.” “O Governo está plenamente empenhado em prosseguir a implementação de reformas ambiciosas, que visam aumentar o crescimento potencial e assegurar prosperidade económica sustentável e inclusiva. Portugal continuará a cumprir os seus compromissos”, refere o gabinete do ministro.

A Comissão Europeia recomendou esta manhã a saída de Portugal do Procedimento por Défice Excessivo. “Este é um dia importante para Portugal”, afirmou o vice-presidente da Comissão Europeia, Valdis Dombrovskis, durante o anúncio da decisão. O comissário disse que espera que os Estados-Membros apoiem a recomendação mas sublinhou que o país deve continuar “empenhado num ambicioso plano de reformas estruturais”.

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