Marques Mendes não compreende a gestão das medidas para a quadra festiva nem a liberdade no Natal

O comentador classifica a liberdade de circulação permitida no Natal como “excessiva” e “arriscada”, apontando para a dureza das medidas para o Ano Novo como uma forma de compensar este exagero. Também a hotelaria e restauração mereceram uma nota, um sector que se prepara para absorver mais prejuízos decorrentes do cancelamento de reservas, algo que poderia ser evitado com uma gestão mais apropriada da situação, argumenta.

Marques Mendes diz compreender a dureza das medidas restritivas anunciadas para a passagem de ano, mas defende que a gestão política das expectativas relativamente à quadra festiva deveria ter sido melhor. No seu espaço de comentário semanal na SIC, o antigo dirigente social-democrata abordou a gestão pandémica do final de 2020 e mostrou-se esperançoso com a chegada da vacina.

Começando por lembrar que a governação “em tempo de pandemia é sempre uma tarefa muito difícil”, Marques Mendes destacou a boa opção do Governo em não definir quantas pessoas se poderão juntar nos encontros natalícios, até porque seriam “orientações que não pode controlar nem fiscalizar”.

Ainda assim, há uma certa perplexidade do comentador perante a liberdade de circulação durante os dias mais próximos do Natal, classificando a medida como “contraditória, arriscada e que revela medo”.

Quanto ao Ano Novo, Marques Mendes vê as medidas como “para compensar a liberdade, que acho excessiva, do Natal”, argumentando que a decisão “não é ditada pela saúde nem pela economia”, mas sim por preocupações políticas com a popularidade do executivo.

Além disso, o antigo líder ‘laranja’ defende que o processo deveria ter sido conduzido ao contrário, ou seja, antecipando uma provável passagem de ano mais restritiva e, caso a evolução da situação pandémica fosse favorável, um relaxamento das medidas numa altura posterior.

Realçando que este recuo faz com que “os restaurantes e a hotelaria tenham mais uma vez perturbações e prejuízos com desmarcações”, Marques Mendes diz compreender a dureza das medidas numa altura em que a vacina está tão próxima, mas não a sua gestão.

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