Marques Mendes: “O Governo está cercado de greves por todo o lado”

O comentador explicou que o eclodir da greves se deve à ausência de oposição política: “quando não há oposição política, o vazio é preenchido na rua”.

“O Governo está cerca de greves por todo o lado e isto não vai parar”, previu há minutos Marques Mendes no seu espaço de comentário político televisivo semanal no Jornal da Noite da SIC.

O comentador explicou que o eclodir da greves se deve à ausência de oposição política: “quando não há oposição política, o vazio é preenchido na rua”.

Marques Mendes considerou ainda que “estão a surgir em Portugal movimentos inorgânicos”, a exemplo do que está a suceder há várias semanas em frança com o movimento de protesto dos ‘coletes amarelos’.

E avisou que este movimento de greves pode afetar a maioria absoluta pretendida pelo PS, “e de que maneira”.

“Não é só os partidos e os políticos que estão esgotados, os sindicatos também estão esgotados”, defendeu.

E, segundo Marques Mendes, “é isto que explica o PCP e a CGTP de cabeça perdida com esta greve [dos enfermeiros]; este é um facto político novo e o início de realidades políticas diferentes”.

Sobre a turbulência na área da saúde, o comentador entende que a atual titular da pasta “não é uma pessoa com grande peso e com grande força política”.

“O grande ministro deste Governo é Mário Centeno, todos os outros são ajudantes”, advogou.

Marques Mendes considera que neste setor, o Governo criou expetativas que saíram goradas; que existe alguma desorientação ideológica, uma vez que a atual ministra da pasta “é mais à esquerda”; que o Executivo de António Costa assumiu duas decisões “erradíssimas”, a redução do horário de trabalho da Função Pública para 35 horas semanais e e as cativações orçamentais.

“As duas juntas, é uma mistura explosiva”, alertou.

Marques Mendes disse ainda que ainda, na sua opinião, o país não precisava de uma nova Lei de Bases da Saúde, porque “não vai resolver nada, não vai trazer mais dinheiro, não vai trazer mais motivação aos profissionais da saúde”.

Sobre a possibilidade de os operadores privados saírem do regime da ADSE, o comentador considerou que será mau para todos, para a própria ADSE, para o SNS – Serviço Nacional de Saúde, para os privados, mas especialmente para os funcionários públicos e suas famílias.

“Se não chegarem a um acordo, vai ser um destatre para todos. Mandava o bom senso que se sentassem à mesa e se entendessem”, aconselhou.

Sobre o acidente do helicóptero do INEM, que vitimou quatro profissionais do instituto de emergência médica, o comentador notou que “há algo que intriga toda a gente, como é que demorou tanto tempo as operações de socorro”.

 

 

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