Marques Mendes: “PS já esteve mais perto de obter maioria absoluta, está a perder gás”

No comentário habitual de domingo no Jornal da Noite da SIC, Marques Mendes salientou que o PS está confortável na liderança das sondagens e que a dúvida é se irá conseguir uma maioria absoluta.

O advogado, ex-líder do PSD e comentador político Luís Marques Mendes referiu este domingo que apesar do Partido Socialista (PS) levar vantagem na vitória para as eleições de outubro de 2019 em diversas sondagens, conquistar uma maioria absoluta “não vai ser fácil”.

No comentário habitual de domingo no Jornal da Noite da SIC, Marques Mendes salientou que o “PS está confortável no primeiro lugar, a única duvida é se vai conseguir uma maioria absoluta e eu diria que não vai ser fácil”.

“Já esteve mais perto de a obter, acho que o PS está a perder gás em termos de maioria absoluta”, disse.

O comentador político defendeu que o partido liderado por António Costa terá ainda que enfrentar o receio que uma franja de eleitores têm de maiorias absolutas, o arrefecimento da economia e o facto de alguns actores políticos que não pretendem este cenário, “como o Presidente da República e os parceiros do Governo”.

Marques Mendes falou ainda sobre o veto do Presidente da República ao diploma sobre o descongelamento de carreiras dos professores. “Vetar era completamente óbvio e evidente e o Presidente da República não tinha qualquer alternativa”, disse, defendendo que se o Presidente promulgasse diploma estaria a desrespeitar o Parlamento.

“O Governo comete um erro, decidiu avançar porque foi precipitado. O Governo convenceu-se que o Presidente era um avalista do Governo, que assinava de cruz”, referiu. “Em especial o PCP e o BE querem arrastar guerra entre o Governo e professores até às eleições”, acrescentou, sublinhando que para chegar a um acordo “todos têm que fazer cedências”, se não o fizerem “vamos ter um diálogo de surdos”.

“Se não houver acordo, acho que o Governo vai repetir decreto-lei que foi vetado”, referiu, criticando uma possível solução diferenciada para o continente, Madeira e Açores. Esta ideia de um país, duas soluções ou três soluções é inconsitucional. O regime tem que ser igual para todos porque o congelamento quando foi decidido há alguns anos, foi decidido igual para todos”.

Questionado sobre as declarações do Presidente da República, ao Diário de Notícias, sobre uma recandidatura a Belém, Marques Mendes considerou que Marcelo Rebelo de Sousa “já tomou há muito tempo a sua decisão sobre a sua recandidatura”.

“Não quer dar nenhum sinal sobre a sua recandidatura antes de 2020 para não interferir com as eleições do próximo ano”, defendeu, salientando que segundo a teoria do equilíbrio de poder, uma sinalização do Chefe de Estado poderia “ajudar a favorecer um segundo mandato de António Costa e uma eventual maioria”.

 

 

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