Marta Temido assume desafio de “gerir escassez de vacina numa primeira fase”

A Ministra da Saúde afirma que ainda não existem números sobre a quantidade de doses de vacinas que vão ser entregues na primeira fase. “Não nos interessa ser os primeiros a ter a vacina, mas ter vacinas de qualidade, seguras e efetivas”, refere.

António Cotrim / Lusa

Marta Temido assumiu em conferência de imprensa realizada esta sexta-feira, 12 de dezembro, que o principal desafio em relação ao processo de vacinação contra a Covid-19 em Portugal, será de “numa primeira fase gerir alguma escassez”.

A Ministra da Saúde referiu que ainda não está definida a quantidade de doses que vão chegar a Portugal durante essa primeira fase, realçando que “não nos interessa ser os primeiros a ter a vacina, mas a ter vacinas de qualidade, seguras e efetivas”.

O Reino Unido, país que já começou a vacinar os doentes com Covid-19, mostrou esta semana alguma preocupação sobre as reações alérgicas que a vacina pode causar. Questionada sobre esta informação Marta Temido sublinhou que “são aspetos que poderão verificar-se e é importante serem tratados com transparência e acompanhados clinicamente, no sentido de prevenir repetições e Portugal está a fazê-lo também”.

Esta sexta-feira a “TSF” anunciou que não se registavam em Portugal há mais de 70 anos, tantos mortos como em 2020. A Ministra da Saúde frisou que estes números têm sido seguidos com cuidado, mas só depois de encerrado o ano de 2020 é possível fazer uma análise detalhada sobre quais foram as causas de óbito.

“Neste momento o que fazemos é uma avaliação daquilo que era a mortalidade esperada e da mortalidade verificada. Há quatro períodos em que o comportamento da mortalidade observada é superior à mortalidade esperada: pico da Covid-19, dois momentos com fenómenos de temperaturas extremas e um quarto momento de excesso de mortalidade por todas as causas”, explicou.

Marta Temido anunciou ainda que o risco efetivo de transmissão (Rt) por Covid-19 se situa agora em 0,97, “um valor que precisamos de fazer descer e sobretudo de manter de uma forma sustentada. Estima-se que o pico de incidência da pandemia nesta segunda fase possa ter sido na semana de 20 de novembro”, afirmou.

Relacionadas

Portugal regista novo recorde diário de mortes por Covid-19

As autoridades sanitárias contabilizaram mais 4.100 pessoas recuperadas nas últimas 24 horas, elevando para 263.648 o número total de pessoas livres do vírus.

Há mais de 70 anos que Portugal não tinha tantos mortos como em 2020

De 1 de janeiro a 10 de dezembro o Sistema de Informação dos Certificados de Óbito contou 115 mil mortes em Portugal, o número mais elevado desde 1949.
Recomendadas

JE Talks: Troféus CCILF. Assista esta sexta-feira às 15h00

Na JE Talks desta semana vamos analisar a evolução do investimento das empresas francesas em Portugal (e vice-versa). Assista à conversa em direto na sexta-feira, 7 de outubro, às 15h00, na JE TV.

OE2023: “É insano pretender que a política orçamental seja a salvadora de todos”, diz coordenador da UTAO

Em entrevista à Lusa, Rui Nuno Baleiras, coordenador da Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO), defende que a política orçamental não pode anular o efeito da política monetária, sob pena de agravar as condições futuras.

OE2023: Municípios exigem “cumprimento rigoroso” da Lei das Finanças Locais

Em declarações à agência Lusa, o vice-presidente do Conselho Diretivo da ANMP Ribau Esteves recordou que o “acordo de compromisso” firmado com o Governo envolve um conjunto de medidas nas áreas da Educação e da Saúde.
Comentários