Marta Temido. Demissão “é símbolo do desastre desta maioria absoluta”, diz Ventura

“Era uma situação absolutamente evitável, não fosse a degradação permanente e consecutiva dos serviços e cuidados de saúde”, indicou Ventura em conferência de imprensa.

Rui Minderico/Lusa

O líder do Chega, André Ventura, destacou que a demissão da Ministra da Saúde, Marta Temido, “é símbolo do desastre e do fracasso desta maioria absoluta” e que o seu grupo parlamentar foi o único a pedir a sua exoneração, em julho, no Parlamento.

“Era uma situação absolutamente evitável, não fosse a degradação permanente e consecutiva dos serviços e cuidados de saúde”, indicou em conferência de imprensa esta terça-feira.

Referindo-se à moção de censura por si apresentada a visar o Governo, a qual prometeu retirar em caso de demissão de Temido e do ministro Pedro Nuno Santos, Ventura disse que “uns viraram as costas e outros brincaram, o Governo fingiu que não ouviu e, pior, a oposição à direita deixou-nos sozinhos”.

“Aquilo que ia ser resolvido na segunda-feira seguinte nunca ficou resolvido. As urgências continuaram a encerrar, as demissões continuaram a suceder em vários hospitais do país inteiro”, continuou. “Só o Chega acreditou que este dia ia chegar, e os outros entendiam que não o deviam pedir”, disse. “Entretanto, a situação agravou-se, com mais gente a deixar de ter acesso aos cuidados de saúde”.

Ao longo dos últimos dois anos, argumenta, vivemos sob um mito sob o qual o “Serviço Nacional de Saúde era robusto e forte, conforme nos vendiam António Costa e Marta Temido”, quando a verdade é que “os serviços estavam encerrados e a pandemia fez com que os portugueses fugissem deles com medo”.

“Foi preciso morrer um bebé e agora, recentemente, uma mulher grávida [cujo está nos cuidados intensivos] para que Marta Temido e António Costa percebessem que a ministra já não tinha condições para continuar. É muito triste e desapontante, quando há umas semanas tínhamos todos os dados políticos [para comprovar] que esta situação tinha de ser resolvida e que o Ministério da Saúde não podia continuar como está”.

A demissão “é símbolo do desastre e do fracasso desta maioria absoluta” porque revela “a teimosia do primeiro-ministro em manter, contra todas as circunstâncias, esta ministra da Saúde, e a linha que estava a ser definida”, apesar de insuficiência dos recursos e descontentamento dos portugueses.

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