Mau tempo: Distrito de Coimbra ativa Plano Distrital de Emergência e Proteção Civil

Mais de 250 pessoas foram hoje retiradas de casa devido à subida das águas do rio Mondego em três povoações do concelho de Montemor-o-Velho, distrito de Coimbra, segundo fontes da autarquia e Proteção Civil municipal.

O Plano Distrital de Emergência e Proteção Civil do distrito de Coimbra foi hoje ativado na sequência do mau tempo, anunciou a Comunidade Intermunicipal presidida por José Carlos Alexandrino.

“Atendendo às situações meteorológica e hidrológica complexa e ao elevado número de ocorrências relacionadas, bem como atenta aos princípios de prevenção e precaução no distrito de Coimbra” (…), a “Comissão Distrital de Proteção Civil de Coimbra, na qualidade de órgão de coordenação em matéria de proteção civil distrital, proceder à ativação do Plano Distrital de Emergência e Proteção Civil de Coimbra”, refere uma informação daquela estrutura.

No distrito, estão ativados, pelo menos, os planos municipais de emergência e proteção civil de Coimbra, Lousã, Montemor-o-Velho, Oliveira do Hospital, Figueira da Foz e Soure.

Mais de 250 pessoas foram hoje retiradas de casa devido à subida das águas do rio Mondego em três povoações do concelho de Montemor-o-Velho, distrito de Coimbra, segundo fontes da autarquia e Proteção Civil municipal.

De acordo com as mesmas fontes, devido à subida das águas, até às 14:00 foram retiradas de casa cerca de 200 pessoas das localidades de Formoselha e Santo Varão e outras 55 da povoação de Pereira, localizadas na margem esquerda do Mondego, junto ao rio.

A agência Lusa constatou a retirada de diversas pessoas de casas na localidade de Formoselha, como foi o caso de um idoso em cadeira de rodas, retirado com o apoio da GNR, ou uma mulher, levada para local seguro numa embarcação dos bombeiros, cuja casa situada junto aos campos agrícolas, mais perto do rio, tinha no interior mais de um metro de água.

A passagem da depressão Elsa, cujos fortes efeitos se fizeram sentir entre quarta e sexta-feira, e da depressão Fabien, que se fazem sentir a partir de hoje, embora com menor intensidade, já provocaram dois mortos, um desaparecido e deixaram 144 pessoas desalojadas, registando-se 9.500 ocorrências no continente português, na sua maioria inundações e quedas de árvore.

O mau tempo provocou também condicionamentos na circulação rodoviária e ferroviária, bem como danos na rede elétrica, afetando a distribuição de energia a milhares de pessoas, em especial na região Centro.

No balanço realizado às 13:00 de hoje, a Proteção Civil indicou que a situação no rio Mondego é a mais preocupante, estando a decorrer evacuações para prevenir os efeitos de eventuais cedências de diques.

O IPMA já havia alertado para os efeitos da depressão Fabien, em especial no Norte e no Centro, estando previstos intensos períodos de chuva e vento forte de sudoeste, com rajadas que podem atingir 90 km/hora no litoral norte e centro e 140 km/hora nas terras altas.

Prevê-se que estes efeitos vão diminuindo e que se registe uma melhoria gradual do estado do tempo a partir de domingo.

Os distritos do Porto, Viana do Castelo, Aveiro, Coimbra e Braga vão estar entre as 21:00 de hoje e as 12:00 de domingo em aviso vermelho, devido à agitação marítima, a que se soma Vila Real, por causa de fortes rajadas de vento, que podem atingir 140 quilómetros/hora.

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