Mazars quer ajudar as empresas a fazerem da estratégia sustentável uma estratégia de negócio

O relatório identifica três sectores obrigados a estar na frente uma vez que estão entre os mais expostos às pressões sociais relacionadas com os critérios ESG.

A Mazars, empresa internacional de auditoria, fiscalidade e consultoria, apresenta no seu relatório sobre ESG – Environmental (Ambiental), Social (Social) e Governance (Governança Corporativa), “Where are you on the journey?“, uma visão sustentada dos temas ambientais, sociais e de governança nas agendas empresariais e define o caminho possível para empresas de todas as dimensões, em diferentes sectores e geografias, à medida que se preparam para arrancar ou acertam o ritmo da sua jornada de sustentabilidade.

“Na nossa experiência, tratar as questões ESG exige educação, conhecimento e um mindset de mudança, que mude o ESG da periferia para o coração da empresa”, refere a consultora.

“A liderança sénior deverá perceber que a sustentabilidade não é um fim, mas sim uma jornada, um caminho que realinhe o propósito, estratégia e modelo de negócio da empresa em harmonia com a natureza, pessoas e comunidades. À medida que o mundo muda, há que continuar em movimento. Uma estratégia sustentável tem de se tornar uma estratégia de negócio”, comenta Chris Fuggle, Global Head of Sustainability Services at Mazars, sobre o relatório.

Para Maria João Vaz, Sustainability Director da Mazars em Portugal, “esta transformação de mentalidade acontece agora “motivada pela pressão do mercado, pela adaptação legislativa e porque, efetivamente, não dá mais para fugir a este tema”.

“É uma questão de sobrevivência. A Sustentabilidade é, e continuará a ser, o driver do negócio, e é importante que os Gestores de Topo sejam os principais impulsionadores desta mudança. Não podemos continuar apenas a falar das dificuldades e dos custos, mas sim de uma janela de oportunidades, desde a captação de talentos até ao retorno financeiro.”

“A Mazars quer ser um parceiro ativo das empresas, propondo-se a desenvolver e implementar serviços tailor-made que permitam contribuir para uma melhor performance, um percurso mais sustentável e, em última instância, uma economia mais próspera”, diz a consultora.

Disponibilizando aos líderes empresariais informação e pontos chave de pensamento estratégico necessários para alargar o seu entendimento das questões ESG e das oportunidades de negócio mais prováveis de emergir, o relatório apresenta um panorâmica dos regulamentos para os relatórios ESG corporativos.

O relatório apresenta uma visão de especialistas globais da Mazars sobre três sectores na liderança em questões de ESG, a orientação em como criar um business case para o compliance ESG e por onde começar, e as principais dicas para avançar na jornada ESG.

“À medida que novas regulações emergem, o greenwashing deixou de ser uma opção”, lê-se no comunicado.

Com os reguladores em ambos os lados do Atlântico à procura de introduzir exigentes novas regras nos relatórios ESG e novas métricas padronizadas a nível internacional, “as empresas, incluindo aquelas na cadeia de valor, não podem dar-se ao luxo de declarações de intenções em tópicos de sustentabilidade”.

As empresas “estão obrigadas a fornecer provas tangíveis que têm uma estratégia de sustentabilidade coerente e estão a implementá-la de forma ativa, e que métricas de comunicação e divulgação usadas demonstrem de forma clara como estão a progredir”, revela a Mazars.

Mesmo antes da aplicação das novas regras, os investidores que procuram avaliar a exposição ao risco e as grandes empresas internacionais que procuram injetar objetivos de sustentabilidade nas cadeias de valor “têm aumentado de forma substancial a pressão para as empresas se tornarem mais sustentáveis. Isto afeta as empresas de todas as dimensões e sectores, incluindo os negócios privados e pequenas e médias empresas”.

Barómetro C-Suite diz que três quartos dos gestores prevê um aumento do investimento na sustentabilidade

O barómetro C-Suite mais recente revela que três quartos dos gestores tem planeado um aumento do investimento em iniciativas sustentáveis.

As maiores barreiras ao investimento em temas ESG foram identificadas como o financiamento (52%), a complexidade (51%) e o risco de baixo retorno (49%), segundo a Mazars.

No que diz respeito à comunicação e divulgação, 63% dos inquiridos já tinha produzido um relatório de sustentabilidade. De acordo com os resultados do barómetro, a qualidade da informação era vista como o tópico mais desafiante (39%), seguido da priorização dos temas a incluir (29%) e do rastreamento dos dados (28%).

Muitos dos temas com que as empresas se deparam na resposta aos requisitos ESG são comuns a todas seja qual for a sua geografia, deteta a consultora.

O que as empresas podem fazer para assegurar que têm uma licença social para operar, que métricas usam para medir o progresso e como navegar nas diferentes normas e regulamentos são questões com que a maioria das empresas em todo o mundo se deparam, reconhece a Mazars.

Ao discutir perspetivas de trabalho dos respetivos países, os sócios da Mazars garantem que ajudam a esclarecer como responder aos desafios, tanto locais como globais.

“Ao mesmo tempo que os riscos de não conformidade se agigantam, há benefícios significativos a colher na adoção das regras ESG, incluindo uma maior eficiência e menores custos”, diz o relatório que sublinha “porque é que orientar o argumento ESG para o negócio pode ajudar as empresas a alcançar a mudança de mentalidade necessária para pararem de tratar o tema como um fardo de conformidade oneroso e mais como um investimento de futuro”.

A Mazars diz que diferentes sectores da economia enfrentam uma variedade de desafios comuns na implementação
dos regulamentos relativos às questões ESG. Ainda assim, muitos têm desafios específicos e em vários estádios da sua jornada de estabilidade. O relatório identifica três sectores obrigados a estar na frente uma vez que estão entre os mais expostos às pressões sociais relacionadas com o ESG.

“Durante o processo, aprenderam algumas lições que se aplicam a outros fora dos seus sectores. Temos a expetativa que o relatório auxilie as organizações em todo o mundo a obter uma melhor perspetiva dos temas relacionados com o ESG. Ao disponibilizar uma orientação prática para passar das palavras para a ação e partilhando conhecimento sobre os desafios comuns, podemos ajudar as empresas a serem mais positivas e confiantes em avançar na sua jornada de ESG”, conclui Chris Fuggle.

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