Mecanismo Europeu de Estabilidade autoriza Portugal a reembolsar 4,7 mil milhões ao FMI

Em troca Portugal compromete-se a reembolsar antecipadamente ao FEEF até dois mil milhões de euros entre 2020 e 2023, “após o pagamento integral do empréstimo ao FMI”, dependendo das condições de mercado e do impacto na sustentabilidade da dívida.

O Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE) anunciou, esta terça-feira, que Portugal tem  autorização para proceder ao pagamento antecipado ao FMI.

“O Conselho de Administração do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF) decidiu hoje dispensar a obrigatoriedade de reembolso dos empréstimos do FEEF, permitindo a Portugal proceder ao reembolso antecipado do seu empréstimo do Fundo Monetário Internacional (FMI)”, lê-se no comunicado do mecanismo.

A instituição liderada por Klaus Regling dá assim luz verde para que Portugal reembolse os 4,7 mil milhões que ainda deve ao FMI.

“O pagamento antecipado ao FMI irá gerar um benefício financeiro para Portugal, substituindo a dívida ao FMI por empréstimos no mercado de capitais a preços mais baixos”, disse Klaus Regling, CEO do FEEF.

O Governo português já tinha anunciado que queria pagar a totalidade do empréstimo do FMI até final do ano.

Esta autorização vem no entanto com um compromisso acoplado: Portugal terá de fazer pagamentos antecipados aos credores institucionais europeus no montante de 2.000 milhões entre 2020 e 2023.

Portugal compromete-se a reembolsar antecipadamente ao FEEF até dois mil milhões de euros entre 2020 e 2023, “após o pagamento integral do empréstimo ao FMI”.

Este compromisso está sujeito às condições de mercado e ao impacto na sustentabilidade da dívida nesse período.

 

 

Relacionadas

Portugal vai pagar a totalidade da dívida ao FMI até ao final do ano

O primeiro-ministro anunciou hoje que Portugal vai pagar até ao final do ano a totalidade da sua dívida ao Fundo Monetário Internacional (FMI), num discurso em que salientou a importância de se reduzirem encargos para futuro.
Recomendadas

Topo da Agenda: o que não pode perder nos mercados e na economia esta sexta-feira

Os EUA divulgam os dados da criação de emprego em novembro. O mercado laboral norte-americano continua a surpreender pela positiva e a dar sinais de vitalidade face à forte subida de juros iniciada este ano pela Fed, embora comecem a surgir algumas dúvidas quanto à sua resistência.

Fitch: Crise energética e custo de financiamento conduzem a recessão na Europa Ocidental ainda este ano

A agência de rating estima que o crescimento real médio do PIB da região é de apenas 0,8% em 2023, significativamente abaixo dos 3,8% em 2022. “Acreditamos que a zona do euro entrará em recessão a partir do quatro trimestre de 2022”, acrescenta.

Circulação paga do Jornal Económico dispara 23% desde janeiro

A subida da circulação paga do Jornal Económico contraria a tendência do sector e deveu-se às assinaturas digitais, que tiveram um crescimento de 2,9%, mas também às vendas da edição impressa, que registaram um aumento de 19% face ao primeiro trimestre do ano. Este desempenho compara com a descida de 5,8% na circulação paga do líder de mercado, o “Jornal de Negócios”.
Comentários