Media Capital sobe lucros até setembro

O lucro da Media Capital subiu 33% entre janeiro e setembro, face a igual período do ano passado, para 7,3 milhões de euros, anunciou a dona da TVI. Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Media Capital adianta que o total de rendimentos operacionais caiu 1% para 128,3 milhões de […]

O lucro da Media Capital subiu 33% entre janeiro e setembro, face a igual período do ano passado, para 7,3 milhões de euros, anunciou a dona da TVI.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Media Capital adianta que o total de rendimentos operacionais caiu 1% para 128,3 milhões de euros, “não obstante a melhoria observada na publicidade”.

No terceiro trimestre do ano, os rendimentos operacionais consolidados recuaram 7%, “com a publicidade a subir 9%”.

O resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) subiu 5% para 23,7 milhões de euros, com uma margem de 18,5%.

“Esta performance [desempenho] resultou essencialmente da melhoria da publicidade e da redução de gastos”, adianta a Media Capital.

O resultado operacional (EBIT) cresceu 13% para 17,3 milhões de euros.

“No que se refere à publicidade, o grupo terá obtido um desempenho superior ao mercado, já que os rendimentos operacionais consolidados de publicidade cresceram 14%, quando se estima que o mercado tenha subido aproximadamente de 12%”, adianta.)

Ou seja, as receitas arrecadadas pela publicidade totalizaram 81,3 milhões de euros no final de setembro.

“No segmento de televisão, a publicidade recuperou 15%”, enquanto na rádio cresceu 10% e o segmento outros (que inclui as áreas do digital, música e eventos, assim como a ‘holding’) registou um aumento de 12%.

Os gastos operacionais totais do grupo recuaram 2% para 104,5 milhões de euros.

Relativamente ao negócio da televisão, que inclui a TVI, TVI245 ou TVI Ficção, a Media Capital adianta que os rendimentos operacionais ascenderam a 104,9 milhões de euros, um aumento de 2% face aos primeiros nove meses do ano passado.

Deste montante, 68,3 milhões de euros corresponderam a receitas publicitárias.

“A Media Capital estima que o mercado publicitário em sinal aberto tenha crescido cerca de 11% (6% no trimestre) e que o mercado de cabo tenha melhorado aproximadamente 19% nos nove meses”, acrescenta o grupo.

Os outros rendimentos de televisão (que incluem proveitos de subscrição e serviços multimédia) recuaram 16%. “Esta redução deveu-se em boa parte ao impacto da autorregulação nos concursos de chamada de tarifa única, a qual entrou em vigor em julho”, explica a empresa liderada por Rosa Cullell.

Os gastos operacionais subiram 6% para 85,3 milhões de euros, com a Media Capital a explicar que “tendo em atenção a perspetiva de melhoria do mercado de publicidade, a TVI reforçou os gastos de programação, sobretudo ao nível dos conteúdos de entretenimento, mas também da produção nacional, ao mesmo tempo que se verificou um incremento dos gastos associados a rendimentos de serviços multimédia”.

A combinação entre rendimentos e gastos resultou num EBITDA de 19,6 milhões de euros, um recuo de 14%, com uma diminuição da margem em 3,5 pontos percentuais para 18,7%, e um resultado operacional a diminuir igualmente 14% para 16,9 milhões de euros.

Na produção audiovisual, os rendimentos operacionais caíram 4% para 29,4 milhões de euros, os gastos operacionais diminuíram 14% para 28,8 milhões de euros e um EBITDA positivo de 514 mil euros, “melhorando de forma acentuada, contra 2,8 milhões de euros um ano antes.

“A evolução teria sido ainda mais favorável não fossem os custos de reestruturação verificados”, explica o grupo.

Já a rádio registou rendimentos operacionais de 11,4 milhões de euros, uma subida de 11% face a 2013, com a publicidade a avançar 10% (para 10,7 milhões de euros) e outros rendimentos a subirem 32%.

Os gastos operacionais do negócio da rádio subiram 3% para 8,6 milhões de euros, contudo “inferior ao crescimento dos rendimentos e parcialmente justificado com a atividade de eventos”.

O EBITDA subiu 45% para 2,7 milhões de euros.

 

OJE/Lusa

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