Medicamentos 13% mais baratos nos hipermercados

Medicamentos são mais baratos nos hipermercados mas vendem-se mais nas farmácias, que detêm uma fatia de quase 80% das vendas.

Os medicamentos não sujeitos a receita médica são mais baratos nos espaços de saúde das grandes superfícies do que nas farmácias. A diferença de preços pode chegar aos 13%, revela um estudo divulgado esta terça-feira pela DECO.

A Associação de Defesa dos Direitos dos Consumidores analisou o preço de 24 medicamentos de venda livre – analgésicos, xaropes para a tosse, antigripais e anti-histamínicos, produtos para eliminar piolhos e cremes para bebés – e concluiu que as discrepâncias, chegam a rondar nas farmácias ao triplo do preço cobrado ao consumidor nos hipermercados (de 7 a 20 euros).

Em conjunto, os 24 medicamentos em análise custam 118,50 euros nos hipermercados e 134 euros nas parafarmácias e farmácias (mais 15,50 euros).

Também os produtos destinados a cuidados pessoais são mais baratos nos hipermercados, ainda que a diferença seja menos significativa. Os dados mostram que os 10 produtos considerados custam menos 4% nas grandes superfícies.

Desde a liberalização de preços imposta pelo Estado, em 2005, que levou a que a venda de medicamentos não sujeitos a receita médica fosse permitida fora das farmácias, os estudos da DECO mostram de forma consistente que o preço médio deste tipo de medicamentos vendidos nas farmácias aumentou significativamente (39%). Recorde-se que esta medida previa aumentar o acesso e reduzir o custo dos fármacos.

Apesar de serem mais baratos nos hipermercados, o estudo indica que os consumidores continuam a preferir comprar os medicamentos de venda livre nas farmácias (79%).

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