Mediterrâneo Oriental enche-se de navios e aviões de guerra

A tensão entre a Turquia e a Grécia continua a crescer, numa altura em que o gás natural e o petróleo que existem na região motivam a cobiça dos países limítrofes.

As forças aéreas e navais turcas realizaram exercícios conjuntos de treino no Mar Egeu, revelou o Ministério da Defesa do país, naquela que é considerada uma resposta ao aumento do número de vasos de guerra gregos e franceses na zona – onde as descobertas de hidrocarbonetos estão a aguçar vários apetites.

Os caças F-16 participaram nas manobras ao lado de navios de guerra para “aumentar, manter e melhorar a capacidade operacional das operações inter-forças conjuntas”, referiu o Ministério da Defesa. O anúncio foi feito no momento em que a Turquia e a Grécia, ambos membros da NATO, estão a enfrentar-se no Mediterrâneo Oriental por via da exploração de gás e petróleo. Recorde-se que no final da semana passada a Turquia anunciou a descoberta de jazidas de gás muito significativas no Mar Negro.

Entretanto, as autoridades gregas adiantaram que os Emirados Árabes Unidos vão enviar aviões de guerra para a ilha de Creta, no sul da Grécia, para um treino conjunto esta semana.

As movimentações navais e aéreas na zona já motivaram diversos apelos à calma – desde as Nações Unidas até à União Europeia e a Angela Merkel – que aparentemente não têm sido ouvidos. E quando se esperava a diminuição da tensão depois de a Turquia ter aceite suspender a procura de gás, a Grécia e o Egipto assinaram um controverso (na ótica turca) acordo de delimitação marítima que levou Ancara a autorizar o navio de pesquisa sísmica Oruç Reis a continuar as suas atividades dentro da plataforma continental do país. Ao mesmo tempo, a Turquia declarava o acordo grego-egípcio “nulo e sem efeito”.

A Grécia colocou as suas forças armadas em alerta máximo e enviar navios de guerra ao local, exigindo a retirada dos navios turcos. As marinhas grega e turca têm-se envolvido num jogo perigoso de ameaças, com a Turquia a acusar a Grécia de tentar excluí-la dos benefícios do petróleo e gás encontrados no Mar Egeu e no Mediterrâneo Oriental.

A Turquia quer também que os recursos energéticos encontrados perto da ilha de Chipre devem ser partilhados de forma justa entre a República Turca do Chipre do Norte (que quase ninguém reconhece), que emitiu à Turkish Petroleum uma licença para exploração e perfuração de petróleo e gás, e a administração cipriota grega.

Grécia, Chipre e França exigiram que a União Europeia impusesse sanções à Turquia devido às suas atividades na região e na semana passada os ministros das Relações Exteriores dos 27 expressaram “total solidariedade” à Grécia e a Chipre, pedindo uma “redução imediata” da tensão regional.

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