Meloni promete combate aos custos de energia em Itália

A primeira-ministra abordou a questão na sua primeira aparição pública depois das eleições, numa feira agrícola em Milão. “A postura da Itália deve voltar a ser a defesa dos seus interesses nacionais para encontrar soluções comuns”, afirmou.

Giorgia Meloni promete colocar os interesses nacionais da Itália em primeiro lugar no combate ao aumento dos custos de energia, informa o jornal “The Guardian” este sábado, 1 de outubro.

A primeira-ministra abordou a questão na sua primeira aparição pública depois das eleições, numa feira agrícola em Milão. “A postura da Itália deve voltar a ser a defesa dos seus interesses nacionais para encontrar soluções comuns”, afirmou.

Esta afirmação surge numa semana em que a Alemanha anunciou que vai gastar até 200 mil milhões de euros para ajudar os consumidores e empresas a lidarem com o aumento dos preços de energia causado pela guerra da Rússia na Ucrânia.

Meloni quer ver o seu governo ter uma atitude semelhante, mas que não deve ser vista como uma populista e nacionalista, mas sim como uma estratégia “lúcida” para “defender os interesses nacionais para chegar a soluções comuns”.

“Isso é algo que vai mudar nos próximos meses. Não significa ter uma postura negativa em relação aos outros, significa ter uma postura positiva para nós mesmos que parte da defesa dos interesses nacionais, porque o mundo está a fazer o mesmo”, referiu.

Este discurso aconteceu no mesmo dia em que a empresa italiana de energia Eni, informou que a russa Gazprom vai cortar a distribuição de gás para o país.

Giorgia Meloni, já reafirmou fortemente o seu apoio à Ucrânia na guerra, prometeu proteger a indústria e a agricultura italianas dos efeitos do aumento dos preços da energia parcialmente induzidos pelo conflito, bem como dos efeitos residuais da pandemia do coronavírus e uma onda de calor recorde no verão passado que destruiu milhões de euros em colheitas.

A primeira mulher a ocupar o cargo de primeira-ministra de Itália, disse aos agricultores que a prioridade é proteger a marca agrícola ‘Made in Italy’ para reduzir a dependência das importações.

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