Membro do BCE avisa que Itália pode ter de resgatar bancos

No dia seguinte à vitória do “Não” no referendo italiano, Nowotny lembra que ao contrário de outros países do euro, a Itália não providenciou ajuda estatal aos seus bancos.

REUTERS/Max Rossi

Itália poderá ter de utilizar fundos públicos para o resgate de alguns bancos italianos, alertou Ewald Nowotny, do Conselho de Governadores do Banco Central Europeu, no rescaldo da vitória expressiva do “Não” no referendo sobre a reforma constitucional e da consequente demissão do primeiro-ministro.

Confrontando os auxílios estatais ao setor bancário no seio europeu, o membro do BCE afirmou que “a diferença entre Itália e outros Estados como a Alemanha e a Áustria é que, até agora, em Itália não houve nenhum auxílio estatal significativo ou tomadas de controle estatais”.

“Por isso, não se pode excluir que seja necessário que o Estado tome participações (nos bancos) de alguma forma”, continuou Ewald Nowotny, que é, também, presidente do banco central da Áustria.

As declarações do governador do banco central austríaco surgem no dia posterior ao referendo em Itália, que resultou na demissão do primeiro-ministro Matteo Renzi.

Os efeitos do referendo eclodiram no setor bancário logo a seguir à divulgação do resultado, com os bancos italianos a afundarem 4,2% no início da sessão.

 

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