Mercado automóvel. Procura por veículos caiu 17% e oferta reduziu 7% em outubro

As energias alternativas (veículos eletrificados e híbridos GPL) representaram cerca de 44% do mercado total de ligeiros no mês em análise.

A procura por veículos usados caiu 17% em outubro, face ao mesmo mês do ano passado. A oferta acompanhou a tendência e registou uma redução de 7%, o que significa que a dinâmica de mercado foi negativa (-10% em comparação com o período homólogo. Assim sendo, este último indicador registou uma variação negativa pela primeira vez desde setembro de 2021, revelam os dados de um barómetro realizado pelo Standvirtual e pela Associação Automóvel de Portugal (ACAP).

De acordo com os dados da associação, registou-se em outubro uma variação de +10,6% no mercado automóvel, face ao mesmo mês de 2021, com uma queda de -0,2% no acumulado anual, em comparação com o ano passado. As energias alternativas (veículos eletrificados e híbridos GPL) representaram cerca de 44% do mercado total de ligeiros no mês em análise.

Entre os veículos importados (ligeiros de passageiros), registou-se um crescimento na ordem de +42,5% em outubro, face ao ano transato e de +23,4% face a 2019, antes da pandemia, reflexo da escassez de stock nacional. Por tipologia de combustível, destacam-se os veículos a gasóleo, em número superior aos movidos a gasolina, com aumento no que diz respeito aos elétricos (cerca de 10% do total).

O preço médio praticado pelos vendedores profissionais continua a subir e em outubro ascendeu aos 23.500 euros, o que significa um aumento de 14% face ao mês homólogo (quando se fixava nos 20.600 euros)

Entre os modelos mais representativos no Standvirtual, com 50 mil quilómetros e a diesel, os preços continuam estáveis, tal como nos meses anteriores. como com com o Renault Clio (18.500 euros), o Nissan Qashqai (24.900 euros) e o Mercedes-Benz A180 (31.100 euros). O Renault Megane Sport Tourer diverge da tendência e revela o maior aumento de preço, passando de 21.500 euros para 22.600 euros.

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