Mercado publicitário português cresce 3,3% no próximo ano

O mercado português está a seguir a tendência internacional e continuará a crescer em 2018. O digital ganha terreno e, globalmente, já é líder.

O mercado publicitário português deverá crescer 3,3% no próximo ano, ultrapassando os 550 milhões de euros, segundo as estimativas divulgadas pela Magna Global, um ritmo de expansão que representa uma aceleração face ao passo de 2,9% verificado este ano, tendo em conta as estimativas para o encerramento de 2017. Os dados do relatório da unidade de estratégia global do grupo IPG Mediabrands indicam que o mercado de publicidade em Portugal fechará este ano com receitas da ordem dos 533 milhões de euros.

A evolução em Portugal segue a tendência do mercado internacional, mas a um ritmo mais lento, prevendo a Magna Global um crescimento de 5,2% do mercado publicitário global em 2018, atingindo 535 mil milhões de dólares (cerca de 450 mil milhões de euros). Dos 70 mercados nacionais analisados, 65 vão crescer, com a expansão a ser mais sentida a oriente. Dentro dos 20 principais mercados, as taxas de crescimento mais altas são esperadas na Índia, com um crescimento de 12%, na Rússia, com uma expansão de 10%, e na China, com uma subida de 9%. “Esta tendência é uma das consequências diretas da existência de grandes eventos como o Campeonato do Mundo de Futebol na Rússia ou os Jogos Olímpicos de Inverno na Coreia do Sul”, refere a Magna Global.

Em Portugal, espera-se que no próximo ano o digital continue a ganhar peso à televisão – tanto generalista como por subscrição –, apesar de a caixa que mudou o mundo se manter como o principal meio no mercado nacional, representando quase metade das receitas publicitárias, com 263 milhões de euros, que, apesar de tudo representam uma quebra de 2,3% face ao ano passado. “No próximo ano, este meio continuará a perder receitas (menos 1,7%) fruto do decréscimo da TV em canal aberto”, refere a Magna Global. Ao contrário, a televisão paga e multicanal cresceu 7,5% este ano, para 58 milhões, e voltará a crescer em 2018, a um ritmo mais pujante, de 10%.

O investimento no digital cresceu a um ritmo robusto de 18%, ganhando peso – vale 22,5% do mercado, nesta altura. Esta é, aliás, a tendência internacional. Diz a Magna Global que, este ano, “o digital já ultrapassou a televisão, para se tornar o principal meio nos investimentos publicitários, com 41% da quota de mercado, contra os 35% da televisão”.
Em Portugal, na imprensa, manter-se-á a tendência de quebra – menos 11% nos jornais e menos 9% nas revistas.

Artigo publicado na edição digital do Jornal Económico. Assine aqui para ter acesso aos nossos conteúdos em primeira mão.

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