Mercados de crude: de excesso para défice no primeiro semestre, prevê agência internacional

A Agência Internacional de Energia reviu as previsões para 2017, após o acordo para cortar a produção.

Os mercados globais de petróleo vão passar de uma situação de superavit para uma de défice na primeira metade de 2017, com a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e outros produtores a implementarem um acordo para cortar a produção, prevê a Agência Internacional de Energia (AIE).

Segundo a agência, que aconselha 29 nações sobre política energética, os inventários de petróleo vão descer cerca de 600 mil barris por dia nos próximos seis meses, face a uma anterior previsão que os ‘stocks’ não começariam a cair antes do final de 2017.

Os preços do petróleo dispararam cerca de 17% desde 30 de novembro, quando os membros da OPEP decidiram o primeiro corte na produção em oito anos, um acordo ao qual se juntaram 11 outros produtores, incluindo a Rússia, a 10 de dezembro.

“Antes do acordo entre os produtores, os nossos números para a procura e a oferta sugeriam que o mercado encontrasse um equilíbrio até ao final de 2017,” disse a AIE, num relatório mensal. “Se a OPEP cumprir, a tempo, as metas de produção, e os outros produtores cortarem conforme prometido, o mercado deverá passar para um défice na primeira metade de 2017”.

A  agência, que é sediada em Paris, alertou, contudo, que as quedas dos inventários só ocorrerão se a OPEP reduzir o oferta de forma suficiente para atingir e manter a produção em 32,7 milhões de barris por dia, face ao nível recorde de 34,2 milhões em Novembro.

“A transição para um défice no mercado vem acompanhada de um grande ‘se’,” alertou Harry Tchilinguirian, chefe de estratégia de commodities no BNP Paribas, em Londres, citado pela Bloomberg. “Um número de fatores terão de ocorrer em simultâneo antes que isto aconteça. Só no fim é que teremos a prova.”

 

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