Mercados voláteis após testes de stress à banca

Os mercados financeiros reagiram com volatilidade aos testes de stress feitos pelo Banco Central Europeu (BCE) ao sector bancário da zona euro. Apesar da grande maioria dos bancos ter superado com boa nota o exame, no dia seguinte à divulgação dos resultados (feita no domingo, dia 26 de outubro), a turbulência apoderou-se das bolsas europeias. […]

Os mercados financeiros reagiram com volatilidade aos testes de stress feitos pelo Banco Central Europeu (BCE) ao sector bancário da zona euro. Apesar da grande maioria dos bancos ter superado com boa nota o exame, no dia seguinte à divulgação dos resultados (feita no domingo, dia 26 de outubro), a turbulência apoderou-se das bolsas europeias. Na segunda-feira os principais índices do continente tingiram-se de vermelho, com desvalorizações que chegaram a alcançar os 2%. Recuos que foram, no entanto, compensados logo na terça-feira, quando as praças europeias voltaram ao verde. As desvalorizações regressaram, no entanto, nos dias seguintes, com o sector bancário a ser dos mais penalizados.

A forte volatilidade surpreendeu muitos analistas europeus, que esperavam que os mercados pudessem reagir de forma positiva aos resultados dos testes de stress. De maneira geral, a banca da zona euro mostrou robustez: dos 130 bancos avaliadas pelo BCE, 25 falharam no teste. Destes, metade já tem em marcha medidas para reforçar o capital.

Uma deles é o português BCP, cujos rácios de solidez para enfrentar um cenário de colapso da economia foram considerados frágeis pela entidade liderada por Mário Draghi. No entanto, o presidente do banco, Nuno Amado garantiu que a maior parte dos problemas do BCP já foram entretanto solucionados e adiantou que a instituição não precisa de recorrer a um novo aumento de capital. As medidas entretanto adotadas pelo banco português, como a reestruturação e a venda de ativos, colocam a entidade financeira no grupo das entidades financeiras que hoje poderiam evitar o “chumbo” do BCE, garantiu o responsável.

Os testes de stress mostraram, no entanto, que outros bancos europeus mantêm necessidades de reforço de capital na ordem dos 10.000 milhões de euros. As falhas concentraram-se em países do sul do continente como Itália, Grécia e Chipre. Estes têm até dia 10 de novembro para apresentarem planos de capitalização.

Nove dos bancos que chumbaram na prova de esforço são italianos, com uma carência global de reforços de capital na ordem dos 3.300 milhões de euros. No caso da banca grega, das quatro instituições financeiras avaliadas, três reprovaram, o mesmo acontecendo com a banca cipriota. Em Espanha, dos 15 bancos sob escrutínio somente o Liberbank mostrou uma insuficiência no cenário base.

É possível, assim, que as quedas nos mercados tenham sido motivadas por um fator de contágio proveniente de Itália e Grécia. Além disso, apesar da nota global da banca europeia nos exames ter sido positiva, 30 entidades financeiras passaram no teste de forma tangente. Persiste, portanto, alguma falta de confiança no setor, sendo que a maioria dos bancos negocia em bolsa abaixo do valor real apontado pelos analistas. Ainda assim, a volatilidade também oferece oportunidades aos traders, que podem operar com CFDs sobre ações da banca, podendo optar por ganhar exposição tanto à subida como à descida destes e outros títulos.

Apesar da preocupação dos investidores, para o BCE, “a resiliência dos bancos garante que a recuperação económica não será travada por restrições no financiamento à economia”, afirmou Vítor Constâncio, vice-presidente da instituição, na conferência de imprensa em que apresentou os resultados da avaliação feita pelo banco central. Os testes de stress constituem, de resto, o primeiro passo no caminho da União Bancária europeia, que irá culminar com a aplicação de um mecanismo de supervisão único para o setor.

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