Merkel diz que Kremlin “não prevalecerá”, UE alarga lista negra

Enquanto a chanceler alemã apela a que não se perca a esperança, Bruxelas aumenta a sua lista negra e Putin volta a rejeitar as acusações do Ocidente. Angela Merkel pede aos países ocidentais que não percam a esperança no que pode ser um prolongado braço de ferro com a Rússia no que diz respeito à […]

Enquanto a chanceler alemã apela a que não se perca a esperança, Bruxelas aumenta a sua lista negra e Putin volta a rejeitar as acusações do Ocidente.

Angela Merkel pede aos países ocidentais que não percam a esperança no que pode ser um prolongado braço de ferro com a Rússia no que diz respeito à Ucrânia. A chanceler alemã disse ontem que a anexação russa da Crimeia em março colocou em causa “a ordem pacífica europeia, e continuou com a Rússia a exportar a sua influência para desestabilizar o leste da Ucrânia”. E adiantou que o Kremlin “não prevalecerá”.

Estas afirmações surgem depois de, este fim de semana, na cimeira do G20 (que decorreu na Austrália), os restantes líderes terem exigido a Vladimir Putin que saia da Ucrânia, ao que o presidente russo respondeu “não estamos lá”, continuando a negar responsabilidades. Putin acabou por sair da reunião do G20 mais cedo que o previsto.

A União Europeia (UE) decidiu entretanto colocar mais separatistas ucranianos na sua “lista negra”, que conta com 119 pessoas, desde aliados próximos de Putin a oligarcas russos, incluindo separatistas na Ucrânia. A lista de nomes a acrescentar aos já existentes é divulgada por Bruxelas no final do mês, segundo a agência AFP, que confirma que a Rússia escapou a novas sanções diplomáticas. “As sanções não são um objetivo em si”, declarou a chefe da diplomacia da UE, Federica Mogherini, defendendo que as sanções devem ser sempre acompanhadas por conversações com a Rússia e por reformas na Ucrânia.

Ainda ontem, Vladimir Putin voltou a rejeitar as acusações de ter enviado tropas e equipamento para a Ucrânia para ajudar os rebeldes, cujos confrontos com as forças de Kiev já fizeram mais de 4100 mortos. E acrescentou que os combatentes “com razão hão de conseguir sempre armas”.

 

Armanda Alexandre/Agências

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