Metade dos portugueses acreditam que novo ano será “igual” a 2021, indica estudo

Os jovens são a franja da população com opiniões mais otimistas, assim como os cidadãos com melhores rendimentos (68%). Em sentido contrário, os inquiridos dos 54 aos 64 anos são os que olham para o futuro de forma menos positiva, com apenas 29% a esperarem um ano melhor.

Para 51% dos portugueses, o ano de 2022 será “igual” a 2021, de acordo com o estudo ‘Observador Cetelem Natal 2021’. Ainda assim, 45% antecipa que o próximo será “melhor” e 8% dos inquiridos afirmam mesmo que será “muito melhor”. Na perspetiva mais negativa, apenas 3% acreditam que será pior do que o ano transato.

Os jovens são a franja da população com opiniões mais otimistas, assim como os cidadãos com melhores rendimentos (68%). Em sentido contrário, os inquiridos dos 54 aos 64 anos são os que olham para o futuro de forma menos positiva, com apenas 29% a esperarem um ano melhor.

Por regiões, a diferença também é notável. Na área metropolitana do Porto, 57% dos portugueses revela-se otimista face ao novo ano, uma percentagem que contrasta com os 20% registados na área metropolitana de Lisboa.

O inquérito revela que 78% dos inquiridos já têm planos para aproveitar o novo ano: 45% querem passar mais tempo com a família, tendência mais acentuada entre o género feminino (47%) e os inquiridos com idades compreendidas entre os 25 e os 34 anos (51%). Por outro lado, 27% mencionam que querem retomar atividades que deixaram de fazer com a pandemia, 22% querem fazer mais viagens e 18% ir a mais concertos ou festivais, sobretudo, os mais jovens (35% e 38% respetivamente).

No que respeita à passagem de ano, apesar de aumentar a intenção de celebrar fora, a verdade é que ainda são muitos os que vão optar por ficar em casa (62%), nomeadamente, os inquiridos a partir dos 55 anos (83%). Os jovens, entre os 18 e os 34 anos são os que optam mais por passar a festividade em casa de amigos ou outros familiares (33%).

Quando questionados sobre com quem vão passar a data, 79% dos inquiridos revelam que vão festejar apenas com o agregado familiar (menos 9% face a 2020), 18% afirmam que vão passar com familiares, além do agregado familiar, e 18% com amigos, uma subida de 11% em comparação com o ano anterior.

Relativamente aos gastos, na Passagem de Ano os portugueses tencionam gastar em média 107 euros, mais 22 euros que em 2020. Fazendo uma análise mais detalhada, observa-se que 25% tencionam gastar entre 51 e 100 euros, 16% procuram gastar entre 101 e 150 euros e 11% dizem que vão gastar até 50 euros.

As faixas etárias que tencionam gastar mais na Passagem de Ano são os inquiridos dos 35 e os 44 anos (122 euros) e os inquiridos dos 25 aos 34 anos (120 euros). Já os que tencionam gastar menos são os entre os 65 e os 74 anos (83 euros) e os mais jovens, dos 18 aos 24 anos (84 euros).

O inquérito quantitativo do ‘Observador Cetelem Natal 2021’ foi realizado pela empresa de estudos de mercado Nielsen. Teve como target indivíduos de ambos os géneros, de idades compreendidas entre os 18 e os 74 anos, residentes em Portugal Continental. O estudo foi conduzido através de entrevistas telefónicas assistidas por Computador (CATI). No total foram feitos 600 contactos para realizar entrevistas representativas do universo em estudo.

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