Mexia diz que venda de seis barragens “mostra que a EDP está a reduzir o risco”

“Para isto contribui não só donde saímos, mas também onde entramos. E onde é que entramos? Foi no solar, foi na Colômbia, foi nos vários contratos que ganhamos na energia renovável no Estados Unidos em outubro de mais de 1.000 megawatts”, sublinhou o CEO da energética.

A venda de seis centrais hídricas em Portugal demonstra que a EDP está a reforçar a redução do risco, pois aumenta a quota de exposição da empresa a contratos com baixo perfil de risco. disse António Mexia, CEO da empresa esta quinta-feira.

A empresa anunciou hoje que acordou a venda de um portefólio de seis centrais hídricas em Portugal ao consórcio de investidores formado pela Engie (participação de 40%), Crédit Agricole Assurances (35%) e Mirova – Grupo Natixis (25%), numa transação de 2,21 mil milhões de euros.

“A companhia assume o reforço claro de redução do risco”, referiu Mexia, em conferência de imprensa.

“Para isto contribui não só donde saímos, mas também onde entramos. E onde é que entramos? Foi no solar, foi na Colômbia, foi nos vários contratos que ganhamos na energia renovável no Estados Unidos em outubro de mais de 1.000 megawatts”, sublinhou.

O CEO vincou que com a venda, a EDP vais passar a ter 80% da exposição do EBITDA a contratos, quando no final de 2018 esta proporção era de 75%

A elétrica também anunciou esta quinta-feira que a aceleração do processo de transição energética ao longo do ano de 2019 implicou uma deterioração material das perspectivas de rentabilidade das centrais eléctricas a carvão no mercado Ibérico, um cenário que vai resultar num custo extraordinário de 300 milhões nas contas da empresa para de 2019, com um impacto negativo de 200 milhões de euros no lucro.

A 12 de março, no Strategic Update apresentado em Londres, a EDP informou que prevê arrecadar um total de seis mil milhões de euros até 2022 com a venda de ativos, incluindo dois mil milhões de euros através da venda de ativos ibéricos, como centrais térmicas.

Os restantes quatro mil milhões vão ser encaixados através da venda de participações maioritárias nos seus projetos. A venda destas participações vai ser feita nos projetos de energia renovável: a meta é vender 50% da capacidade total de 7 gigawatts da EDP Renováveis, a uma média de 1,8 gigawatts por ano.

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Numa apresentação divulgada no site da CMVM, a energética adiantou que o preço da venda das centrais, 2,21 mil milhões de euros, representa um múltiplo implícito de 14,4 vezes o EBITDA (resultado antes de juros, impostos depreciação e amortização). 

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A energética liderada por António Mexia que esse custo vai ter um impacto negativo de 200 milhões de euros no lucro deste ano. A empresa manteve inalterado, no entanto, o compromisso do dividendo: 19 cêntimos por ação.

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As centrais hídricas em processo de alienação totalizam 1.689 megawatts de capacidade instalada e localizam-se na bacia hidrográfica do rio Douro. A transação tem como objectivo “a optimização do portefólio, reduzindo a exposição à volatilidade hídrica e de preço de mercado”, referiu a energética.
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