Migrações: Líder da agência de proteção de fronteiras dos Estados Unidos demite-se

A 24 de outubro, Magnus tinha dito que “os regimes fracassados da Venezuela, Cuba e Nicarágua continuam a impulsionar uma nova onda de imigração em todo o hemisfério”.

O diretor da Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) norte-americana, Chris Magnus, pediu a demissão, numa altura em que os Estados Unidos enfrentam uma vaga sem precedentes de imigrantes indocumentados na fronteira com o México.

Magnus apresentou a renúncia ao Presidente Joe Biden no sábado, dizendo que foi “um privilégio e uma honra” fazer parte do governo. A secretária de imprensa da Casa Branca, Karine Jean-Pierre, disse que Biden aceitou a renúncia.

“O presidente Biden aprecia os quase 40 anos de serviço do comissário Magnus e as contribuições que ele fez para a reforma da polícia durante o seu mandato como chefe de polícia em três cidades dos EUA”, disse Jean-Pierre.

Na sexta-feira, duas pessoas com conhecimento do assunto disseram à agência Associated Press (AP) que, menos de um ano após ter sido nomeado, Chris Magnus tinha recebido um ultimato: pedir a demissão ou ser afastado do cargo.

Segundo a AP, a saída de Magnus faz parte de uma mudança maior esperada na área da segurança interna, que luta para lidar com vagas de imigrantes vindos de países como a Venezuela, Cuba e Nicarágua.

A 24 de outubro, Magnus tinha dito que “os regimes fracassados da Venezuela, Cuba e Nicarágua continuam a impulsionar uma nova onda de imigração em todo o hemisfério”.

As autoridades dos Estados Unidos realizaram um novo máximo de detenções de imigrantes indocumentados durante o ano fiscal de 2022, com um total de 2.766.582.

Este número recorde inclui um aumento substancial das detenções de venezuelanos, que passaram de 5.279 em maio para 17.811 em julho e 33.961 em setembro, mês que encerra o período fiscal.

Na fronteira sudoeste, do Texas à Califórnia, as autoridades fizeram 2.378.944 detenções, um aumento de 37,1% em relação aos números do ano fiscal de 2021 e 85% do total dos mais de 2,7 milhões de detidos este ano.

Os números de detidos não refletem as capturas individuais, pois muitos imigrantes indocumentados são detidos, expulsos, cruzam a fronteira novamente e são detidos outra vez.

Em todo o ano fiscal, as autoridades efetuaram 823.057 detenções de migrantes mexicanos, 238.061 de guatemaltecos, 224.607 de cubanos, 214.975 de hondurenhos, 164.600 de nicaraguenses, 130.971 de colombianos e 97.197 de salvadorenhos.

Os números de 2022 mostram 1.993.694 detenções de adultos que viajavam sozinhos, um aumento de 50% em relação ao ano anterior.

No período fiscal que terminou recentemente, houve 614.023 detenções de famílias, perante 483.846 no ano anterior.

As autoridades norte-americanas efetuaram ainda 152.880 prisões de menores que viajavam sozinhos, um número quase semelhante ao registado no ano fiscal de 2021.

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