Migrações. UE insta Bulgária a investigar morte de refugiado na fronteira com Turquia

A Comissão Europeia instou hoje a Bulgária a investigar minuciosamente um alegado disparo por guardas búlgaros contra um refugiado sírio na fronteira do país com a Turquia, incidente que Sófia nega ter acontecido.

“Levamos a sério todas as alegações de irregularidades nas fronteiras europeias e a violência e a perda de vidas são inaceitáveis”, afirmou a porta-voz da Comissão Europeia, Anitta Hipper, acrescentando que Bruxelas espera que as autoridades búlgaras investiguem as alegações rápida e eficazmente.

Um vídeo divulgado na segunda-feira por meios de comunicação social como a Sky News e a ARD mostra um alegado refugiado a cair no chão depois de ser baleado no peito, um incidente registado em 03 de outubro.

O vídeo, filmado do lado turco da fronteira, fez parte de uma investigação conjunta de vários meios de comunicação europeus liderados pela Lighthouse Reports.

Em imagens separadas, o migrante identifica-se como Abdullah Al-Rustum, de 19 anos, cidadão da Síria, e diz que foi atingido por disparos de guardas da fronteira búlgara depois de o grupo de migrantes de que fazia parte ter sido apanhado a entrar ilegalmente na Bulgária e empurrado de volta para a Turquia.

O Governo búlgaro negou as acusações, argumentando que os guardas de fronteira seguiram rigorosamente as leis internacionais e nacionais e garantindo que foram os funcionários da Bulgária que sofreram agressões de um grupo de cerca de 65 pessoas que queria entrar ilegalmente no país.

No mês passado, as autoridades búlgaras anunciaram que um polícia tinha sido morto a tiro por uma pessoa não identificada na fronteira com a Turquia e, em agosto, alegaram que dois outros polícias terão sido atropelados por um autocarro que transportava migrantes.

Em comunicado hoje divulgado, o Ministério do Interior búlgaro sublinhou que não há provas de que refugiados sírios tenham sido atingidos por balas na fronteira búlgaro-turca em 03 de outubro.

O ministério disse que o grupo de migrantes recuou para o território turco depois de avistar os guardas de fronteira, mas voltou depois, “apresentando um comportamento agressivo e hostil que se transformou em violência física”, o que resultou no ferimento de um polícia atingido por uma pedra e num veículo danificado.

Segundo a Europa Press, moradores da região também denunciaram a expulsão violenta de migrantes que tinham conseguido cruzar a fronteira naquele dia de outubro, mas foram impedidos de pedir asilo, tendo depois atirado pedras e proferido insultos contra os guardas.

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