Miguel Costa Matos anuncia recandidatura à liderança da Juventude Socialista

O deputado do PS Miguel Costa Matos anunciou este sábado, no Fundão, distrito de Castelo Branco, a sua recandidatura ao cargo de secretário-geral da Juventude Socialista (JS) para o biénio 2022/2024.

De acordo com uma nota da JS, Miguel Costa Matos, de 26 anos, antigo assessor económico do primeiro-ministro, António Costa, e atual vice-presidente do Grupo Parlamentar do PS, comunicou esta sua decisão numa reunião da Comissão Nacional desta organização de juventude.

Licenciado em filosofia, política e economia pela Universidade de Warwick (Reino Unido) e mestre em economia pela Universidade Nova de Lisboa, Miguel Costa Matos foi pela primeira vez eleito líder da JS em 2020, sucedendo então à deputada do PS Maria Begonha.

O último líder da JS que fez dois mandatos na liderança desta organização foi o atual secretário-geral adjunto do PS, João Torres (2012/2016).

“Ecologia, progresso e esquerda” será o mote que acompanhará a segunda candidatura de Miguel Costa Matos ao cargo de secretário-geral da JS, depois de um primeiro mandato em que reivindica ter alcançado vários “avanços legislativos”.

A JS destaca diplomas como a lei de bases do clima, o direito ao esquecimento, o reforço das capacidades executivas da ACT (Autoridade para as Condições de Trabalho), a possibilidade de homens LGBT+ doarem sangue e o complemento de deslocação nas bolsas do ensino superior.

Para o novo ciclo de dois anos, o secretário-geral da JS, se for reeleito, assume como principais objetivos “o fim de todos os estágios não remunerados, a igualdade de género na licença de parentalidade e o aumento da oferta habitacional pública para baixar os preços da habitação.

“A responsabilidade da maioria do PS é, também, nossa. Queremos ser a voz dos jovens portugueses e agir. Na confluência de crises que hoje vivemos precisamos de uma organização de juventude forte, próxima e ousada, queremos desafiar o PS para agir mais, seja na habitação, no reforço salarial, na educação, na coesão territorial e até na legalização da canábis”, escreveu Miguel Costa Matos.

“Não somos complacentes nem moralistas”, acrescentou.

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