Miguel Gouveia: “Eu acho que não parece muito ético estar a trabalhar num processo onde houve envolvimento enquanto vereador”

O antigo presidente da Câmara do Funchal aborda a passagem de Bruno Martins, que chegou a ser seu vereador, com o pelouro do urbanismo, pelo qual passou o projeto do Dubai Madeira, para arquiteto responsável de um dos edifícios do Dubai Madeira.

O ex-presidente da Câmara do Funchal, Miguel Gouveia, aborda, em declarações ao Económico Madeira, a passagem de Bruno Martins, que chegou a ser seu vereador, com o pelouro do urbanismo, pelo qual passou o projeto do Dubai Madeira, para arquiteto responsável de um dos edifícios do Dubai Madeira. Miguel Gouveia diz que espera “que tudo o que tenha sido feito esteja de acordo com a legalidade”, ma sublinha que em termos ético “não faria” o que Bruno Martins acabou por fazer.

A Sábado publicou um trabalho que envolve Bruno Martins, antigo vereador com o pelouro do urbanismo, que passou pela presidência de Paulo Cafôfo e pela sua presidência. É denunciada a intervenção política de Bruno Martins no projeto do Dubai Madeira, e a sua passagem, depois de ter saído da vereação, para arquiteto responsável por desenhar um dos edifícios do Dubai Madeira. Como vê esta situação?

Eu espero que o Bruno tenha ponderado muito bem e analisado do ponto de vista jurídico a legalidade de todos os atos que ele tem estado a tomar. Porque do ponto de vista legal importa que tudo o que tenha sido feito esteja de acordo com a legalidade.

Já de um ponto de vista ético eu não o faria. Eu acho que não me parece muito ético estar a trabalhar num processo onde houve envolvimento enquanto vereador. Se neste momento está a trabalhar num projeto, que eu também não sei, aquilo que eu sei é o que tem sido tornado público pela comunicação social. Se houve aqui uma sequência de aprovação de um instrumento de gestão territorial, sobre o qual neste momento está a ser feito um projeto, acho que eticamente eu não o faria. Mas respeito obviamente a decisão.

Há aqui uma passagem de alguém que tinha o pelouro do urbanismo para uma empresa ….

Eu respeito a decisão do Bruno obviamente. Ele é maior de idade e saberá com certeza aquilo que melhor serve os seus interesses profissionais, pessoais. Eu não o faria.

Edição do Económico Madeira de 2 de setembro

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