Miguel Pinto Luz falta à formalização da sua própria candidatura à liderança do PSD

Matos Rosa, diretor de campanha, relativizou a ausência do candidato e autarca da câmara de Cascais, afirmando apenas que Pinto Luz “anda no terreno, está em contacto com todos os militantes”.

Vice-presidente da Câmara Municipal de Cascais e ex-candidato à liderança do PSD, Miguel Pinto Luz | Foto de Cristina Bernardo

A candidatura de Miguel Pinto Luz à liderança do PSD foi hoje formalizada pelo seu diretor de campanha, José Matos Rosa, na ausência do candidato, com a entrega de cerca de 2.800 assinaturas na sede nacional do partido.

Em declarações aos jornalistas, Matos Rosa relativizou a ausência do candidato e autarca da câmara de Cascais, afirmando apenas que Pinto Luz “anda no terreno, está em contacto com todos os militantes”.

Miguel Pinto Luz protagoniza uma das três candidaturas à liderança social-democrata nas diretas de 11 de janeiro e foi a última a entregar o “dossier” com as assinaturas e moção de estratégia global, depois do atual presidente, Rui Rio, já o ter feito na sexta-feira e de Luís Montenegro, antigo líder parlamentar, hoje a meio da manhã.

A moção de estratégia, que deverá ser apresentada no sábado, é “uma proposta social-democrata, à PSD” que assenta nos “ideais e nos princípios” do partido, “o PPD/PSD”, na descrição do antigo secretário-geral do partido.

Matos Rosa acredita nas possibilidades de vitória de Pinto Luz, que é uma candidatura “inclusiva, agregadora”, e recusa, para já, comentar cenários de segundas voltas ou especular sobre quem poderia o autarca de Cascais apoiar, Rio ou Montenegro.

“Os militantes dirão. Nós estamos preparados para ganhar”, disse, ao lado de Vasco Rato.

Nestas eleições diretas, afirmou, “não há um processo de comercialização de votos, porque o voto é de cada um dos militantes do PSD e os militantes vão votar em consciência”.

Na ausência do candidato a presidente do partido, Matos Rosa fez um balanço “muito positivo” dos contactos feitos com os militantes nas últimas semanas e, aos jornalistas, repetiu o que respondeu aos votos de “boa sorte” do presidente do conselho de jurisdição nacional, Nunes Liberato, que recebeu o “dossier” com a candidatura.

“A sorte desta candidatura é a sorte do PSD”, disse.

As eleições diretas do PSD realizam-se em 11 de janeiro. São candidatos à liderança o atual presidente do PSD, Rui Rio, o antigo líder parlamentar do PSD Luís Montenegro e o atual vice-presidente da Câmara de Cascais, Miguel Pinto Luz.

Se nenhum deles obtiver mais de 50% dos votos, disputa-se a segunda volta, uma semana depois.

Pelo menos 40 mil militantes do PSD com as quotas em dia podem votar nas diretas para escolher o próximo presidente, segundo dados provisórios disponibilizados no site do partido após o encerramento dos cadernos eleitorais, em 22 de dezembro.

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