Milhares de pessoas correm em Caracas em ação promovida pela UE sobre violência contra as mulheres

A iniciativa, que conta com uma corrida de 10 quilómetros e uma caminhada de cinco quilómetros, proporcionou uma “festa” pelas ruas da capital da Venezuela, com o principal objetivo de sensibilizar a população para que não permita “nem um único ato de violência” contra as mulheres, explicou o chefe de missão da delegação da UE, Rafael Dochao Moreno, em declarações à agência Efe.

Caracas, Venezuela

Milhares de pessoas reuniram-se hoje em Caracas para participar na quinta edição da corrida de protesto sobre a violência contra as mulheres, como forma de dizer “basta”, numa iniciativa promovida pela delegação da União Europeia (UE) na Venezuela.

A iniciativa, que conta com uma corrida de 10 quilómetros e uma caminhada de cinco quilómetros, proporcionou uma “festa” pelas ruas da capital da Venezuela, com o principal objetivo de sensibilizar a população para que não permita “nem um único ato de violência” contra as mulheres, explicou o chefe de missão da delegação da UE, Rafael Dochao Moreno, em declarações à agência Efe.

Descrevendo o evento desportivo como uma “autêntica maré laranja”, numa alusão ao número de participantes, que vestiam ‘t-shirts’ dessa mesma cor, Rafael Dochao Moreno afirmou que é necessária a união da sociedade para poder enfrentar o flagelo da violência contra as mulheres.

“Peço que este conceito lúdico tão bonito se reflita também na capacidade das pessoas de lutarem, que as pessoas não permitam um único ato de violência contra as mulheres”, apelou.

Os dez quilómetros foram percorridos em 36 minutos e 56 segundos por María Romero, vencedora da categoria feminina, que qualificou esta iniciativa de “magnífica”.

O vencedor masculino foi Whinton Palma, que completou o percurso em 30 minutos e 27 segundos, e que afirmou que foi uma “honra” participar nesta prova.

Parte das receitas das inscrições, com um custo de 20 dólares cada uma, foi doada à Associação Civil Niña Madre, que trabalha na educação para prevenir o abuso contra as mulheres, indicou a diretora desta instituição, Marta Morante.

Nos primeiros 10 meses deste ano, Venezuela registou 193 assassinatos de mulheres pelas mãos de homens que faziam parte das suas vidas, o que dá uma média de um feminicídio a cada 37 horas, segundo o balanço atualizado esta sexta-feira pela ONG Utopix.

Em 24 de novembro, o procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, informou que, de agosto de 2017 a novembro deste ano, foram registados 1.202 feminicídios, alguns deles “frustrados”.

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