Millennium bcp de regresso aos lucros

O Millennium bcp, liderado por Nuno Amado, está de regresso aos resultados positivos. O lucro atingiu os 264,5 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, o que compara com os 109,5 milhões de euros de prejuízo no período homólogo anterior. O 3º trimestre registou um lucro consolidado de 23,8 milhões de euros. Pedro […]

O Millennium bcp, liderado por Nuno Amado, está de regresso aos resultados positivos. O lucro atingiu os 264,5 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, o que compara com os 109,5 milhões de euros de prejuízo no período homólogo anterior. O 3º trimestre registou um lucro consolidado de 23,8 milhões de euros.

Pedro Ricardo Santos, gestor da XTB Portugal comenta que “o maior banco privado português volta aos resultados positivos, ao fim de quatro anos de prejuízos. O resultado líquido (teve) um importante contributo da atividade doméstica. A retoma da economia portuguesa teve reflexo no bom desempenho do banco”. Portugal é responsável por 38% dos resultados da instituição “e para isso muito contribuiu a retoma sentida no produto interno bruto do país”, acrescenta. Ao mesmo tempo, as margens do banco liderado por Nuno Amado revelam melhorias apreciáveis, com os custos operacionais em Portugal a representarem reduções significativas.

O crescimento de 20,9% da margem financeira e a redução dos custos operacionais, com menos 3,8%, contribuíram para que o resultado core se situe nos 651,6 milhões de euros, mais 48,2% em termos homólogos. O cost to income situou-se nos 55,9%. As imparidades caíram de 1017 milhões para 745,4 milhões de euros, uma situação atribuída à “melhoria do crédito vencido no trimestre”.

Os recursos totais de clientes situaram-se nos 65,2 mil milhões de euros, com os depósitos a atingirem os 50,6 mil milhões de euros, mais 2% do que no período homólogo. O rácio de crédito líquido em percentagem dos depósitos melhorou para 104%.

Em termos de capital o banco anunciou um rácio common equity tier 1 de 13,2%, de acordo com o critério phased-in, comparando com 12,8% em 30 de setembro de 2014. Os indicadores de capital não incluem ainda o efeito do acordo de fusão entre o Millennium Angola e o Privado Atlântico que está estimado em mais 0,4 pontos percentuais. O gestor da XTB salienta que em termos internacionais, todas as unidades apresentaram crescimentos nominais, contudo, Angola continua a ser o negócio mais rentável. Diz que “apesar das dificuldades que o país de José Eduardo dos Santos atravessa, a rendibilidade dos capitais aí investidos ultrapassa os 23%”.

Por Vítor Norinha/OJE

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